NOSSOS FILHOS E NETOS TERÃO DE DESTRUIR O ESTADO ELITISTA COM O SACRIFÍCIO DA PAZ...
por Langstein de Almeida Amorim
O Estado Elitista é aquele que não tem políticas públicas de investimento em favor da população como um todo. O Estado Elitista é esse do Brasil atual que tem negócios em favor do grupo 1% da população, o mesmo que detém 62% das riquezas líquidas e materiais do país.
A Dilma será derrubada para possibilitar o melhor governo para o grupo 1%, o qual não poderia deixar de ser o atual Estado Elitista, governado por Temer e Renan Calheiros.
A Lava Jato foi criada para garantir que jamais Lula voltaria ao governo do Brasil. O governo Lula não atacou os privilégios da elite 1%, mas adotou políticas pública em favor do crescimento da economia, atitude administrativa que evitou ganhos fabulosos por parte da elite 1%.
No governo Lula, a dívida pública em vez de subir para beneficiar a elite, baixou, prejudicando suas formidáveis acumulações monetárias.
Eis o dilema: ou cresce a economia e decresce a acumulação da elite 1%, ou decresce a economia e cresce a riqueza da elite 1%. O crescimento de um é incompatível com o do outro. Esse fenômeno econômico acontece porque ambos só podem crescer com os investimentos maciços do Estado.
O Estado extrai suas receitas do valor das mercadorias, motivo pelo qual ele deve devolver esses recursos ao mercado, através do pagamento de bons salários e de investimento na infra estrutura material e humana da sociedade nacional.
Se o Estado se comporta politicamente em favor da população, chama-se Estado social-nacionalista, apelidado de Estado Populista, como é o da China e o foi o Estado governado por Getúlio Vargas e Lula da Silva.
Se o Estado investe o dinheiro dos impostos e das contribuições em pagamento de juros altíssimos aos banqueiros, pela posse de seus títulos, chama-se Estado Elitista, como são chamados os Estados europeus, a Rússia, o USA, o Brasil e toda América Latina, com exceção de Cuba, Bolívia, Equador, Uruguai, Venezuela e Vietnam do Norte, este, no leste asiático.
Foi o Estado Populista no pós 2ª Guerra que elevou a grau altíssimo, o nível de vida do povo europeu.
O Estado Elitista surgiu na década de 1970 e atuou na de 1980, com os governos Margaret Thatcher na Inglaterra e Ronald Reagan nos Estados Unidos.
A estratégia econômico-social do Estado Elitista é o neoliberalismo, que prega a mão-invisível do mercado como solução para todos os problemas econômicos. Nesse terreno apropriado, prosperaram os cartéis de preços, os monopólios de vendas e os oligopsônios de compras, os quais provocaram a desnacionalização e a desindustrialização das boas empresas brasileiras.
Sem empresas de bom porte para competirem pelo menos, na América Latina, o Brasil foi rebaixado do status de país em desenvolvimento, no qual o deixou o governo Lula, para o piso de país subdesenvolvido, justamente os países que só exportam produtos in natura, como fazem todos os países africanos.
O Estado Elitista, fundado pela ditadura-militar de 1964, sustenta-se atualmente nas 10 regras editadas no Consenso de Washington D. C em 1989, para ajustar as economias dos países latinos-americanos.
Até John Willianson, cujo texto serviu de base ao Consenso de Washington, discorda do exagero monetarista do Estado Elitista, que frusta governos de investir no social, alargando perigosamente a multidão de miseráveis.
Segundo Karl Marx, o maior pensador do século 19/20, os homens não cedem seus privilégios espontaneamente. Se é assim, nossos filhos e netos terão de destruir esses privilégios sociais e econômicos com o sacrifício da paz...