terça-feira, 19 de janeiro de 2016

UM DIA..., O EDIFÍCIO DO MANDONISMO FINANCEIRO E DA VELHA CORRUPÇÃO, RUIRÁ...

UM DIA..., O EDIFÍCIO DO MANDONISMO FINANCEIRO E DA VELHA CORRUPÇÃO, RUIRÁ...
por Langstein de Almeida Amorim
Nobre amigo Hermano Gomes:
Esses 885 bilhões de reais para pagamento de juros aos banqueiros em 2016, vão sair do bolso dos contribuintes, daqueles que compram feijão bichado e arroz de terceira, e também dos mais ricos que comem feijão de primeira e arroz integral, puxado a caviar realmente de ovas de esturjão não-fertilizadas.
Pela constituição histórica do modo de produção capitalista, essa dinheirama teria de retornar aos meios-de-produção pelas vias dos investimentos em infraestrutura material: estradas, pontes, edificações, etc., e em infraestrutura humana: educação, saúde, moradia, mobilidade urbana, etc.
O não-retorno desse Everest monetário poderia ser compensado por uma gama de empréstimos de valor idêntico, aos protagonistas do mercado produtivo, mas a juros mínimos, mais ou menos de 4% ao ano, necessariamente para que não houvesse transferência de riqueza da produção para o insaciável sistema financeiro.
É um dos princípios do modo capitalista, o retorno do dinheiro ao sistema que o originou.
O não-retorno dessa montanha de dinheiro ao local de onde saiu, provocará um buraco-negro na economia, feito de desemprego intenso e quebradeira indefinida. O efeito colateral dessa aberração econômica manifestar-se-á na explosão da miséria que abalará os alicerces da frágil segurança social...
Quando a angústia ultrapassar 60% da população, o útero da nação dará à luz um novo Getúlio Vargas, que implantará com o apoio maciço de todos nós, o modo social de produção capitalista científico, o mesmo que foi derrubado pela ditadura-militar de 1964, e o mesmo que já transformou a China na maior potência econômica mundial, medido o PIB pela Paridade do Poder de Compra, por instituições tão ocidentais quanto o Banco Mundial e o FMI.
Não se podem enganar os brasileiros por todo tempo! Um dia o edifício do mandonismo financeiro e da velha corrupção, ruirá...

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