domingo, 6 de dezembro de 2015

EXPORTAR LUCROS É UM ATO CRUEL DE EXPANSÃO DA MISÉRIA NACIONAL!


EXPORTAR LUCROS É UM ATO CRUEL DE EXPANSÃO DA MISÉRIA NACIONAL
por Langstein de Almeida Amorim

Hermano Gomes Pimentel: comentários>
Acho que o problema do Brasil, não é essa tal de bomba-de-sucção. O maior problema do Brasil, é a dívida pública e sua administração. A dívida pública está em R$ 2,6 Trilhões e o serviço da dívida está em R$ 500 Bilhões por ano. Com relação à remessa de lucros que o Sr. tanto condena, quem produz, quer resultados. Em todos os países em que existe multinacionais, elas remetem os lucros para suas matrizes. Além do mais, essas empresas investem no país. Constroem fábricas, geram empregos e pagam impostos. A FIAT se instalou em Pernambuco. Aí está o exemplo; construiu uma fábrica e está gerando em torno de uns 1000 empregos diretos.

Senhor Gomes Pimentel:
Vamos deduzir um exemplo abstrato, com a finalidade de comprovar que o lucro é a única parcela do preço da mercadoria com potencial de
ampliação das forças-produtivas que o geraram, ou das forças-produtivas atuantes no território econômico de seu formulação. O lucro foi revelado por uma fatia da massa de consumo no instante da aquisição da mercadoria. Para efeito dessa revelação, houve um decréscimo na massa de consumo que será preenchido pelo retorno do lucro em forma de salário, após seu reinvestimento. A importância do reinvestimento ou do investimento do lucro para o crescimento sustentável da economia, é de suma magnitude e incontrastavelmente insubstituível. Seu tropismo para o reinvestimento é uma determinação científica. Contrariar essa tendência originária, é cair no abismo das seguidas crises econômicas... até o atolamento total da economia.
Eis o exemplo prometido:
Um produto posto no mercado por 100 reais, contém 80% de capital variável e constante; mais 20% de lucro, mais 15 reais de IPI e mais 18 reais de ICMS. Essa mercadoria é vendida por R$ 133,00. Oitenta reais retornam ao processo produtivo da empresa, como capital constante, para serem reinvestidos em matéria-prima, mais despesas de custeio, e como capital variável, para serem reinvestidos em salário. Trinta e três reais são coletados pelos governos, como imposto que é a parte social do preço da mercadoria.
Desse negócio que representa todas as relações de compra-e-venda de qualquer mercado, só restaram 20 reais de lucro que a filial da Fiat em Recife, exportou para a Itália. Esse lucro, a matriz talvez julgue mais lucrativo investi-lo na China, mesmo que lá não seja permitido remeter lucro.
Se os 20 reais não forem reinvestidos no mesmo processo produtivo ou em outro, mas no mesmo território econômico que os produziu, surgirá a estagnação econômica por falta do reinvestimento desses 20 reais. A estagnação se dá quando a taxa de crescimento econômico é inferior à taxa de natalidade.
Se esses 20 reais tivessem ficado aqui no país, os bancos poderiam tê-los emprestado a outra empresa para investimento. Enquanto os 20 reais estão no cofre da Fiat, eles são propriedade privada com função individual. Depois de depositados em banco, os 20 reais são propriedade privada com função social.
Todos os países dominados pela atuação de filiais estrangeiras, estão com suas economias estagnadas, com o desemprego a taxas crescentes. A Argentina e todos os outros países
latino-americanos e mais os do sudeste asiático e os africanos, estão estagnados e entalados com dívidas públicas impagáveis.
Os países que eliminaram a remessa de lucros, estão crescendo apesar da crise econômica mundial. O PIB de Cuba vem crescendo a 5% ao ano; o da Bolívia cresce a mais de 3%; o do Vietnam cresce a mais de 5% a.a.; o da Venezuela cresceu 6.8% até 2014, quando o barril de petróleo estava a mais de 100 dólares. Depois da queda de mais 100 para menos de 50 dólares o barril, a Venezuela terá um crescimento negativo de uns 4% a.a.,
assim como a Rússia tê-lo-á também de mais ou menos 4%, pelo mesmo motivo.
A China que não admite a remessa de lucros, cresce a 7% ao ano, apesar da crise que atinge quase todos os países que importavam seus produtos. A queda de seu PIB de 10% para 7% ao ano, foi devido unicamente a baixa em sua exportações. Seu modo de produção capitalista soberano continua ampliando seu reinvestimento interno, para atender a entrada paulatina de sua população rural no mercado de consumo.
O Brasil não sofreu qualquer desses transtornos..., e lamentavelmente terá um PIB negativo de cerca de 4% este ano.
Senhor Gomes Pimentel, ponha-se a transferir grande parte de sua renda para um bodega lá no Paraguai. No final de alguns anos, qual das duas bodegas cresceu, a do Paraguai ou sua bodega aqui no Brasil. Faça um dedução justa e deixe o Brasil buscar sua salvação econômica adotando o modo de produção capitalista soberano, o mesmo que Getúlio Vargas introduziu no Brasil com a Revolução de 1930. Esse modo de capitalismo
soberano perdurou por 34 anos, de 1930 a 1964, sem uma só crise econômica, e com a taxa média do PIB crescendo a 5% ao ano. O modo de produção bomba-de-sucção, imposto pelo Decreto-lei 4.390, sancionado pelo ditador de então, gerou 8 crises econômica em 51 anos de atuação, incluída essa última que atolou a jamanta-Brasil até o chassi.
Texto revisado pelo autor.

Hermano Gomes Pimentel
Prezado Langstein.
Apesar de sua brilhante explicação, continuo convicto de que o maior problema dos países de A. Latina é causado por governos populistas, que teimam em gastar mais que arrecadam para se perpetuarem no poder. O Sr. só falou do processo produtivo, e não falou nada da dívida pública nem dos serviços da dívida. Só para ilustrar, o Brasil arrecada anualmente com impostos R$ 1,2 Trilhões de reais e gasta 400 Bilhões com serviço da dívida, 500 bilhões de INSS e mais uns 300 Bilhões de custeio da máquina pública. O Brasil está falido e a tendência é piorar. Brevemente
seremos uma Grécia.
Curtir · Responder · 4 de dezembro às 22:28 · Editado

Langstein de Almeida Amorim
Prezado Gomes Pimentel:
O artigo 164 e seus parágrafos da Constituição de 1988 deceparam a soberania econômica do Brasil. O governo federal não pode tomar emprestado a qualquer de seus três bancos. Não pode tomar emprestado ao Banco Central como faz o governo americano. O governo do Brasil só pode tomar emprestado aos bancos privados, pagando os juros mais caros do mundo pela remuneração dos títulos da dívida pública.
Nessa relação de empréstimo entre governo e bancos, a corrupção tem sido o fator preponderante na elevação monstruosa da dívida pública.
A dívida pública já passa de três trilhões de reais e não se pode indicar uma só obra realizada com tanto dinheiro... A culpa dos governos populistas tem sido gastarem só este ano, 400 bilhões de reais com os juros da dívida pública, quantia citada por Vossa Senhoria mesmo.
Lembro ao nobre comentarista que a dívida pública foi criada pela ditadura-militar, para financiar a remessa de lucros, elevada de 8% para 100% ao ano pelo Decreto-ditatorial de nº 4.390.
Os governos ditos populistas e os neoliberais tidos por elitistas, sempre compactuaram com o modo de produção bomba-de-sucção, que em 51 anos de atuação, endeusada pela mídia venalíssima, desindustrializou o país ao máximo e ampliou a miséria social ao extremo do risco gravíssimo.
Em tempo: Devo lembrar-lhe que as filiais estrangeiras não pagam imposto algum pela remessa de lucros para suas matrizes, nem sequer a Contribuição Sobre Lucro Líquido em favor do orçamento da Seguridade Social, obedecendo lei sancionada por Sua Excelência FHC, de nº 9.249. Enquanto essa isenção imoral continua, o lucro da média empresa nacional permanece taxado por impostos. Essa lei do senhor FHC é uma violação ao princípio constitucional da isonomia tributária.




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