domingo, 3 de janeiro de 2016

OS BANQUEIROS NÃO PROVOCARÃO RECESSÃO AO SABOR DE SEUS INTERESSES...

OS BANQUEIROS NÃO PROVOCARÃO RECESSÃO AO SABOR DE SEUS INTERESSES...
por Langstein de Almeida Amorim
À Tonito Almeida:
Em 1889, o Brasil republicano passou do modo de produção escravista para o modo de produção feudal, por acordo entre os barões do café e a elite governante, representada pelo Marechal Deodoro da Fonseca.
Não houve sequer um disparo de peido-de-veia. Ambos os modos de produção referidos acima, tinham por base a exploração do trabalho escravo. No sistema escravista, a força de produção era extraída do trabalhador escravo, um bem material tão despido de direitos quanto um burro velho todo ovado. No sistema econômico feudal, o trabalho era sacado do servo que era uma coisa móvel ligada ad infinitum à terra do latifundiário. Esse servo não dispunha de direito algum à semelhança do escravo africano...
A Grâ-Bretanha sempre forçava D. Pedro II a adotar o modo de produção capitalista. O Rei tentava obedecer, mas sempre prevalecia a velhacaria da elite política do Império. O senado chegou ao ponto de aprovar uma lei introduzindo o modo capitalista no território do Império brasileiro. Foi um deus-nos-acuda no arraial dos barões do café com leite, e nos campos dos coronéis do algodão, do cacau e da cana-de-açúcar... Essa lei terminou virando a 'Lei pra inglês ver'.
Fazia 400 anos que o modo de produção feudal tinha sido substituído pelo modo de produção capitalista soberano. O embaixador inglês não sabia nada da constituição do modo feudal de produção.
Novamente prevaleceu a velhacaria dos políticos feudalistas. O Marechal Deodoro, como representante dos Eduardo Cunha, dos Renan Calheiros, dos Temer, dos Lula, dos FHC, dos Sarney de antão, prometeu ao embaixador inglês que iria adotar o modo feudal enquanto o Estado daria um destino nobre aos ex-escravos. Tudo enganação...
Passaram-se 41 anos e a promessa vinha sendo adiada enquanto os barões e os coronéis assaltavam o tesouro do Estado feudal.
O governo feudal resistia a poder de muito fogo, a qualquer rebelião para derrubá-lo. Os 18 do Forte de Copacabana, que saíram pela avenida Beira-Mar, num gesto simbólico de revolta contra o governo feudal, foram metralhados impiedosamente. Nesse morticínio, foram assassinados 16 heróis. Salvaram-se apenas Siqueira Campos e o brigadeiro Eduardo Gomes. A Coluna Prestes foi um movimento armado contra os privilégios dos barões do café com leite e dos coronéis do interior do Brasil.
Com a Revolução de 30, liderada pelo estado do Rio Grande do Sul, e apoiada por Minas Gerais e pela Paraíba, o modo de produção capitalista soberano foi implantado por Getúlio Vargas.
Em 1932, os barões do café pegaram em arma para derrubar Getúlio Vargas, e em consequência, reimplantar o modo de produção feudal. Foram esmagados no espaço de poucos meses, deixando um rastro de sangue de 964 mortos. A essa tentativa de retorno ao feudalismo, os barões apelidaram-na de 'Revolução Constitucionalista"...
Pelo fortalecimento do modo de produção fundado na compra da força-de-trabalho de homens juridicamente livres, Getúlio Vargas fez muito mais do que todos os presidentes que atuaram de 1955 a 2015.
Depois da imposição da ditadura-militar em 1964, o Estado brasileiro passou adotar com muito zelo e dedicação, o modo de produção de remessas de lucros, que ganhou de presente... poder remeter para suas matrizes, 100% dos lucros arrancados do mercado nacional (decreto-lei 4.390).
Para efeito de comparação, no governo anterior ao Golpe, do senhor João Goulart, as filiais estrangeiras só podiam remeter 8% de lucros.
Depois veio a lei anti-isonômica, de nº 9.249, sancionada por FHC, isentando de qualquer imposto, as filiais estrangeiras, criando por meio desse lei, um tipo de concorrência extremamente desleal. Depois apareceu a 'lei de responsabilidade fiscal', que teve a audácia de violar a Constituição de 88, para dar prioridade aos créditos dos banqueiros sobre o recebimento de salários. Essa lei de péssima qualidade social ainda inventou o superávit primário, uma forma de pagar os juros aos banqueiros sem que seu quanto entre como gastos do governo. Essa é uma forma sutil de colocar o pagamento dos juros à frente de qualquer despesa do governo, mesmo os gastos referentes a salário, educação e saúde. Seria o dono de casa pagando em primeira mão, os juros de sua dívida sem que esse dinheiro constasse como despesa no final do mês.
Se o dinheiro for curto, o Estado Federal ou os estados reginais pagarão primeiro aos banqueiros, para só depois pagar aos trabalhadores, se... sobrar dinheiro. Exemplo: o Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e outros estados bem próximo de entrar na fila, juntamente com dezenas de cidades que não podem pagar os salários de seus trabalhadores, por já terem pago primeiramente a dívida dos banqueiros cuja totalidade é constituída de cerca de 75% de corrupção com os governos federal, estaduais e municipais e principalmente com o Banco Central...
Tanto privilégio atribuído aos senhores banqueiros, com certeza custou milhões de dólares em maracutaia...
A mais imoral de todas as leis editadas no atual Estado elitista, fora sem dúvida a Emenda constitucional de nº 40, que revogou o artigo 192 que limitava a cobrança de juros ao teto de 12% ao ano.
Durante os 20 anos de Getúlio Vargas no Poder, os juros ao comércio e à pessoa física eram de 6% ao ano; para investimento no processo produtivo, os juros eram de 3% ao ano.
A Emenda nº 40 revogou o poder do Banco Central sobre os bancos, que passaram a cobrar os juros mais caros da história do homem, chegando ao cume de 400% ao ano.
O resultado dessa liberdade dissoluta se expressa na inadimplência de 58 milhões de brasileiros. A transferência de riqueza da massa salarial e do investimento público e do privado para os cofres dos banqueiros, plagia o rio São Francisco em momento de fúria, desaguando no mar...
Com a balança comercial deficitária, com o investimento direto-estrangeiro mixado e com o balanço de pagamentos no vermelho intenso, os banqueiros perceberam que as fontes alimentadoras das bilionárias remessas de lucros para o exterior, haviam secado.
Somado esse instante de 'vacas magas' aos 58 milhões de inadimplentes, os banqueiros visualizaram o esgotamento do modelo de transferência de lucros, o mesmo cognominado de modo de produção bomba-de-sucção. Aí apelaram para a violência ao trancar de supetão, todo crédito antes proporcionado à produção, ao comércio e à pessoa física, sem esquecerem de autorizar a mídia televisiva e impressa a fazerem terrorismo recessivo.
Só os juros do crédito consignado em folha de pagamento, conhecidos por agiotagem sem risco, permaneceram à disposição da clientela aposentada e da clientela com estabilidade no trabalho.
Ao reimplantarmos o modo de produção capitalista soberano, não haveremos de permitir que os banqueiros permaneçam com o poder de provocar uma recessão econômica, quando esse crime de magnitude social for conveniente a seus interesses.
Todas as crises econômicas com sua fieira incalculável de desempregados e famélicos, que aconteceram no decurso do século XX até 2015 do século XXI, foram geradas pela ambição hiperbólica dos donos do sistema financeiro internacional. Isso acontece porque os governos julgam mais cômodo e seguro fazer corrupção com os banqueiros do que com empreiteiras eventuais... O fardo de dinheiro da corrupção não passa pelo Estado governado pelo corrupto. Vai direto da matriz do banco corruptor em outro Estado, para um dos Paraísos Fiscais.
Tire-se a mídia quinta-coluna do domínio dos banqueiros, que todo poder deles logo ficará reduzido ao de agiotas de esquina...

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