VENDEM A MENTIRA NO BALCÃO DA INFÂMIA...
por Langstein de Almeida Amorim
Os que atacam Lula, ou a FHC, ou a Aécio Neves, ou a Alckmin, ou a Dilma de forma pessoal, querem a continuação da decomposição econômica atual, que se expressa no pagamento de juros aos banqueiros no valor inacreditável de 500 bilhões de reais só em 2015.
Numa economia dominada pelo modo social de produção capitalista científico, esses 500 bilhões teriam retornado ao sistema que transforma porções da natureza em valores-de-uso social.
Esses 500 bilhões para se reinserirem no sistema produtivo que os criou, teriam de ter sido investidos em infra-estrutura material: estadas, pontes, edificações, etc, e em infra-estrutura humana: saúde, educação, moradia, etc.
O retorno dos 500 bilhões ao processo social que os gerou, integra o princípio fundamental da recomposição do valor, para reinício integral da mesma atividade transformativa.
O não-retorno desses 500 bilhões provoca uma retração econômica do mesmo valor, mais o efeito dominó. Essa quantia poderia ter sido substituída por empréstimos bancários, mas só teria efeito produtivo pagando juros máximos de 6% ao ano. Mesmo pagando esses atuais juros de engendrarem falências, não seria possível qualquer empréstimo. Os bancos deram um trancão nos empréstimos...
O retorno dessa quantia mirabolante ao mercado nacional, apenas manteria constante o processo produtivo. Só ao lucro reinvestido, foi-lhe dado a força de expandir a economia.
Exemplo do particular para o geral: uma empresa vende 10 mercadorias de qualidade idêntica, pelo valor unitário de 100 reais. Do preço de cada unidade vendida, o governo federal retira 15% de IPI, no quanto de R$ 15,00; o governo do estado coleta 18% de ICMS, no valor de R$ 18,00 e o município puxa 2% de ISS na monta de R$ 2.00. Total da participação dos governos sobre o preço de cada mercadoria: R$ 35,00.
Informe-se que a alíquota do imposto é a parte social do preço das mercadorias. O restante do preço é a parte do domínio individual sobre a venda da mercadoria.
A corrupção e a sonegação de impostos violentam a trajetória do dinheiro no sentido do retorno ao mercado produtivo.
Se o governo federal não devolve ao mercado nacional, 100 reais dos cento e cinquenta arrecadados pela venda das 10 mercadorias, no próximo giro comercial, uma delas cairá na boia por falta de comprador. Isto significa que o governo não investiu em infra-estrutura, os 100 reais referidos, fato que os excluiu de integrar a massa salarial de consumo.
Todo dinheiro que circula na sociedade saiu da transformação de nesgas da natureza em valores-de-uso convertidos em dinheiro. Por isso, o dinheiro exprime a incorporação do trabalho pretérito. Se o dinheiro não contiver trabalho acumulado, é falso.
Pela abstração exposta acima, logo se conclui que a recessão atual com viés de depressão profunda, foi provocada pelo desvio do dinheiro dos impostos para os cofres dos banqueiros.
Os senhores Lula, FHC, Dilma, Collor, Sarney foram apenas coniventes com o funcionamento do modo de produção de transferência de lucros, conhecido pela alcunha de modo de produção bomba-de-sucção.
Os homens não têm condições de criar um modo de produção social que seja a mola mestra do desenvolvimento moral e material dos povos. Se eles o tivessem, fá-lo-iam em função de seus interesses. Esse pensamento assim tão denso foi escrito por Karl Marx em sua célebre obra: O CAPITAL.
Os banqueiros violaram a sentença de Marx e no pós II Guerra, inventaram o modo de produção de transferência de lucros. Do capitalismo implantado por Getúlio Vargas em 1930, eles excluíram o reinvestimento do lucro, um princípio fundamental ao crescimento da riqueza social.
O neo-liberalismo no Brasil, consolidou sua vitória definitiva na Constituição de 88, ao aprovar os capítulos Da Ordem Econômica e Financeira pelo figurino do Estado mínimo e não intervencionista.
Sem que o Estado pudesse intervir no funcionamento do mercado, os grandes grupos de filiais estrangeiras formaram oligopólios, aniquilando o princípio da livre concorrência. Daí por diante, os preços passaram a ser decididos nas reuniões de gabinete dos oligopólios de cada setor. Eis uma prova do que se afirma: os brasileiros compram nos Estados Unidos, na China ou na Europa Central, produtos 40% mais baratos do que se comprassem os mesmos bens no mercado br. Pagam transporte aéreo, táxi, hospedagem e alimentação e ainda assim saem com um lucro de 40%.
O modo social de produção capitalista introduzido pela Revolução de 1930, sob o comando honesto e patriótico de Getúlio Vargas, vigeu até 1964, quando foi derrubado pela ditadura-militar, impatriótica e extremamente corruta.
Durante 34 anos de atuação do capitalismo científico implantado por Vargas, não houve uma só crise econômica, e o PIB cresceu à taxa média de 5%. Lembre-se que a grande depressão que começou com o crack das bolsas de valor em 1929, perdurou até 1939. Mesmo assim, com muita honestidade, Getúlio Vargas fez a economia crescer ao proteger as cláusulas pétreas e os princípios do capitalismo nacional.
Da implantação do modo de produção de transferência de lucros pela ditadura-militar, até 2015, houve oito crises profundas, sendo a última essa recessão atual. De cada crise, os banqueiros saem mais podres de rico e às vezes, com um Proer nos bolsos largos...
Esse modo de produção inventado pelos banqueiros internacionais sempre se sustentou e se moveu a poder de muita e intensa corrupção. O Congresso Nacional é a instituição mais visada e corrompida pelos miliardários do sistema financeiro.
No campo da economia e da política, as televisões e revistas, criam difamação e injuriam a verdade em busca de manter os banqueiros no Poder, isto é, no comando de seu modo de produção bamba-de-sucção.
O caráter dos mandatários da máfia financeira foi feito com as trinta moedas de Judas. Eles adoram trair qualquer tentativa de crescimento das riquezas do Brasil. Defendem a livre expressão do pensamento, mas censuram a divulgação de nossos textos por qualquer de seus órgãos, impressos e televisivos e por todos os sites abertos na internet. Os blogs hospedados nesses órgãos de divulgação, vetam qualquer tentativa nossa de publicar um simples comentário...
Liberdade de expressão, essa mídia só a defende para sí mesmo. O poder de fazer santo ou satanás é negociado a peso de ouro em pó. A notícia feita de injúria de toda ordem é a mercadoria mais cara, vendida no balcão da infâmia, aos detentores das filiais estrangeiras e de seu modo de produção de transferência de lucros.
Agora a mentira descarada dessa mídia tem que ser tão intensa que chegue ao extremo de anestesiar o estômago vazio de dezenas de milhões de brasileiros. Antes o modo de produção bomba-de-sucção só provocava estagnação econômica, que induzia o surgimento de uma miséria social controlável.
Agora o fundo do abismo econômico vai às pressas entrando para o imprevisível...
Repise-se... O Brasil só poderá proporcionar bem-estar a seu povo, após a implantação, sobre os escombros da velha ordem corrupta, do modo social de produção capitalista científico, o mesmo inaugurado por Getúlio Vargas no rastro da Revolução vitorioso de 1930.
Nenhum comentário:
Postar um comentário