sábado, 23 de janeiro de 2016

IMPOSSÍVEL EDIFICAR UM NOVO BRASIL COM A BAGACEIRA MORAL DO PT, PSDB E DO OPORTUNISTA PMDB...

 
IMPOSSÍVEL EDIFICAR UM NOVO BRASIL COM A BAGACEIRA MORAL DO PT, PSDB E DO OPORTUNISTA PMDB...
por Langstein de Almeida Amorim
Com o PT, PSDB e PMDB, não se pode contar para edificar um Novo Brasil. Esses partidões foram a base política do modelo de transferência de lucros, apelidado de modo de produção bomba-de-sucção, como também o foram da liberação dos banqueiros para esfolarem os devedores com juros tão escorchantes quanto os dos Chefões de Milícia de Morro. 
As filiais estrangeiras transferiram para suas matrizes em diversos países, cerca de um trilhão e quinhentos bilhões de dólares em 51 anos de mandonismo, principiando com a ditadura-militar de 1964. Os três partidões, em vez de protestar, incharam suas contas bancárias, vendendo a essas alienígenas, servidão incondicional.
Esses partidões viciados na corrupção cinquentenária, revogaram o artigo da Constituição Federal que tabelava os juros em 12% ao ano, e deixaram os banqueiros soltos de canga e corda para cobrarem a taxa de juro que satisfizesse sua ganância. Essa liberalidade atiçou os banqueiros a cobrarem juros de até 400% a.a., coisa nunca vista em país algum.
Esses partidões são movidos a corrupção... Introduziram na Constituição de 88, o artigo 164 e parágrafos, proibindo o Estado brasileiro de tomar dinheiro empestado a seus próprios bancos e até a seu Banco Central. O Estado Br só pode pedir dinheiro emprestado a banqueiro, pagando juros de 16% ao ano, os mais caros do concerto das nações. O que todo governo soberano pode fazer que é emitir dinheiro para investimento em infraestrutura, o governo brasileiro desprovido de soberania econômica, não pode. Assim o neo-liberalismo determinou que o Estado fosse mínimo e também, não-interveniente.
O Banco Central do USA emite, desde a crise de 2008, 100 bilhões de dólares mensais, que são trocados por títulos do tesouro. Todo esse dinheiro, o governo Obama investe em infraestrutura e em resgate de títulos vencidos. Essa conduta política é uma tentativa de tirar a economia americana da crise de 2008. Com tanto dólar enfiado de goela abaixo, o gigante começa a se mover pra cima, saindo de um PIB de -10% em 2008 para um PIB de 2,10% em 2015. A receita aplicada à economia americana é neo-liberal com pequenas concessões ao keynesianismo, dentre essas, a emissão de dólares mensais.
Os partidões, com os cofres empanturrados de corrupção, aprovaram a lei nº 9.249, isentando de impostos de quaisquer espécies, as remessas de lucros das filiais estrangeiras, dominadas pelos banqueiros internacionais.
Concretizada essa vitória de arromba, a turma partiu para um comemoração retumbante. Foi um festival vibrante, com cantores e atrizes de fama mundial. Depois da meia noite, o festival virou bacanal com garotas trazidas em jatinhos particulares, da Espanha, da Itália e França. Aécio Neves, Alckmin, Zé Serra e Temer se distraíam tomando uísque de 21 anos e admirando a beleza feminina. Lá num canto do salão, via-se Delfim Neto engolindo uma pitza tamanho gigante. Com as bochechas cheias, nem sequer podia falar com as pessoas. Perto do churrasqueiro, estava Lula da Silva meio disfarçado, com boné e óculos escuros, agarrado a um pernil de porco...
Todos esses empreiteiros que atualmente foram presos pela Operação Lava Jata, estavam lá, tomando uísque 42 anos. Cada qual cortejando uma beldade estrangeira...
Eduardo Cunha não saía de perto dos banqueiros e do chefão deles, aos quais servia em bandeja de prata, vinho de 5 mil dólares cada garrafa e comida especialmente preparada por chef francês.
FHC, como presidente da República que teve a sorte de sancionar a lei de isenção das ricalhonas estrangeiras, orgulhava-se de ser o maestro dessa maracutaia: empreiteiras/Estado, coonestada por participantes da fina flor das tramoias, traficâncias e falcatruas secretas, com governos de estados, deputados e senadores, mais viciados nos cofres públicos do que burro mulo na alfafa alheia. FHC vinha do Proer. Conhecia os caminhos sinuosos do Oráculo de Delfos com sua mágica milagrosa da multiplicação de dólares... As pessoas logo notavam a estima e consideração que os banqueiros presentes devotavam ao bondoso senhor Cardoso.
Logo que a orquestra, puxada a tenor italiano, fazia uma pausa, os convivas discretamente cochichavam sobre a bufunfa em Paraíso Fiscal. Quem estava por perto, só ouvia a risadagem, mesclada com gargalhadas e suspiros fundos...
Dilma Rousseff conversava num círculo de esposas de governadores, senadores e deputados. Todas essas ilustres pessoas faziam de conta que seus maridos nunca pegaram num real que não tivesse sido em troca de trabalho honestamente realizado.
Uma das senhoras era esposa de um empresário nacional. Meio irritada, ela desembuchou:
- Essas isenções de imposto de renda e da Contribuição Sobre Lucro Líquido de empresa estrangeira, também devem ser conferidas às empresas nacionais. Meu marido me disse que se não houver isonomia tributária, haverá uma intensa desindustrialização concomitante com uma grave desnacionalização.
A esposa do banqueiro-chefão, falando um português arrastado, propôs:
- É melhor seu marido vender a empresa dele a nós. Aplicar o dinheiro em títulos interbancário é melhor e mais seguro... Ser empresário vitorioso é preciso ter tradição cultural em negócios de ponta.
- Se essa tal tradição cultura fosse verdade como fator de vitória empresarial, os senhores maridos das senhoras não teriam comprado a peso de ouro em pó, a publicação dessa injusta lei de isenção tributária.
Dilma Rousseff entrou na discussão para apaziguar os ânimos. Aí foi logo prometendo:
- Tenha paciência... Logo que o PT chegue ao governo, uma lei de isenção tributária, idêntica a essa que estamos comemorando, será publicada em favor do empresário nacional - agendou Dilma com gestos de pacificação.
Já passava das 23 horas quando a chefe do cerimonial cativou todos os presentes a sentarem-se na longa mesa do banquete, servida por 52 garções vestidos a caráter. Assim que a comilança chegou ao fim, Eduardo Cunha levantou-se e pediu a palavra já aos gritos:
- Todos os presentes antecipadamente estão convidados para a grande comemoração pela aprovação da lei de responsabilidade fiscal, que irá privilegiar os créditos dos banqueiros em detrimento do recebimento do salário dos trabalhadores. Explicando melhor: primeiro os governos pagam a parcela vencida da dívida pública aos banqueiros, para só depois..., se sobrar dinheiro, pagar os salários dos trabalhadores - explicou Cunha, com voz esganada, assemelhada à dos enforcados da ditadura-militar, para continuar com sua verborreia: 
- A Constituição privilegia o recebimento do salário, mas a lei maior somos nós, com voto no Congresso e o metal preciso nos Paraísos Fiscais. Depositar dinheiro na Suíça nunca mais... A porção de dindim que eu tinha nos bancos de lá, deu zebra no número do burro... - encerrou Cunha, curvando a cerviz para os senhores banqueiros, cada qual com seu copo de uísque na mão...
Esse festival ocupou três andares de um dos hotéis mais chiques de Brasília e durou dois dias.
A Operação Lava Jato lentamente e com muita competência transferirá, quando for possível, seu Poder Investigatório para apurar o amplo e irrestrito suborno que fora a privatização da Vale do Rio Doce. As ações da Vale, mesmo em crise de demanda, ainda são o doce de coco da Bolsa de Valores. Dizem que as ações preferenciais dessa empresa criada por Vargas, pagam juros permanentes sobre o valor investido nelas, além da distribuição de dividendos. 
Logo que o mundo dos negócios demonstre um mínimo de recuperação sustentável, o preço do minério de ferro voltará a subir. O mundo e sua população ainda são extremamente dependentes do ferro e do aço.
Observe-se que os três partidões foram os responsáveis legiferantes pelo afundamento da economia do país. Se assim o foi, não se pode crer que eles mesmos seriam um guindaste salvador?! Crer em salvadores desse naipe é atitude de criança de pouca de idade...
Com a publicação do Decreto-lei 4390, pelo ditador-militar em 1964, a caminhada da economia Br para o atoleiro teve início...
Ditadura nunca mais...! Ditadura-militar, nós só a desejamos para dentro da casa de quem suplica por ditadura.
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