O BRASIL NÃO SERÁ O CEMITÉRIO MORAL DE SEUS PRÓPRIOS FILHOS...
por Langstein de Almeida Amorim
À Tonito:
Houve um equívoco facilmente corrigível. Na China, é inadmissível uma filial estrangeira instalar-se para remeter lucros para sua matriz.
Os líderes que implantaram o modo social de produção capitalista na China em 1978, com o apelido de Socialismo de Mercado, sabiam que o lucro é o meio através do qual se expande a acumulação pretérita. Sem o reinvestimento do lucro, qualquer processo de produção é arrastado à estagnação. Em pouco tempo, irá à quebradeira pela impossibilidade de concorrer com os empreendedores que pelo reinvestimento, aumentarem a composição orgânica do capital, ganhando produtividade.
Poucos meses antes de assumir a chefia do governo chinês em 1978, Deng Chauping foi interrogado por um dos líderes que o apoiaram na disputa eleitoral com a viúva de Mao Tsé-Tung.
- Presidente! Implantar o capitalismo na China é revirar o cadáver de Mao com o peso da traição - disse o interpelante com o semblante triste.
Com a paciência milenar do chinês, Deng respondeu em tom persuasivo:
- Quem governa à cata do bem-estar coletivo, deve ter a responsabilidade de ser pragmático. Não tem valia a cor do gato. Só nos interessa se ele come rato.
Outro companheiro que participava desse famosa reunião de cúpula do Partido Comunista Chinês, queixara-se:
- Presidente...! E as crises constantes do capitalismo?!
- Essa chaga é fácil de ser curada. É só reduzir os bancos a sua função originária, a de custodiar os depósitos da coletividade e emprestar dinheiro pelo teto máximo determinado pelo governo - ensinou Deng Chauping, o maior vulto chinês depois de Mao Tsé-Tung.
A China esfacelada, paupérrima, dominada pelo Japão, pela Inglaterra e pelos Estados Unidos na figura do governo fantoche de Chiang Kai Shek, deve sua liberdade política ao libertador Mao Tsé-Tung.
A China atual, vitoriosa, triunfante e cultuante dos princípios e cláusulas pétreas do capitalismo cientifico, deve sua pujança econômica à visão e ao patriotismo de Deng Chauping. Um grande homem mudou o destino de um bilhão e quatrocentos milhões de seres humanos.
Nós, brasileiros, fazemos votos ardentes pela aparição de um brasileiro que tenha a visão e o peso moral de Deng Chauping.
A dor do povo ensina as crises econômicas a parirem grandes homens, à semelhança de George Washington, Mao Tsé-Tung, Lenin, Abraham Lincoln, Hugo Chaves, Getúlio Vargas e mais alguns.
O Brasil não será o cemitério moral de seus próprios filhos...
Nós temos de deixar de ser complacentes com os legisladores que vendem seu voto no Congresso Nacional, para produzir leis contra a economia e os direitos sociais de seus próprios compatrícios.
Essa atual casa-de-mãe-joana ainda será uma potência mundial!
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