AS FORÇAS NAZIFASCISTAS QUE MATARAM GETÚLIO, SÃO AS MESMAS QUE PRETENDEM DESTRUIR A LIDERANÇA DE LULA.
por Langstein de Almeida Amorim
Prezado Edro:
Exporei para o nobre cidadão apenas, o miolo econômico que ensejou a Revolução de 30.
A Inglaterra, através de seu embaixador, pressionava D. Pedro II pelo fim do modo de produção escravista e pela adoção do capitalismo liberal que já existia na Inglaterra. Em 1889, proclamava-se a República do Brasil, alicerçada no modo de produção feudal. Os barões do café e os coronéis do algodão, do cacau e da cana-de-açúcar rejeitaram o modo capitalista, razão pela qual fora adotado pelo Estado republicano, o modo de produção feudal, semelhante ao escravagismo. A diferença entre esses dois modelos de produção, encontra-se no seguinte detalhe. No escravagismo, o trabalhador era uma coisa pertencente ao patrão, que podia vendê-lo a qualquer momento. No feudalismo, o trabalhador era uma coisa ligada à terra. O senhor feudal só podia vendê-lo se vendesse a terra.
Durante 41 anos, o Brasil foi dominado política e economicamente pelos barões do café que contavam com a solidariedade eleitoral dos coronéis do interior do país. Só eram eleitos a bico de pena, os candidatos da preferência dos senhores feudais.
Antes de 1930, houve movimentos armados pela implantação do capitalismo, que já abarcava quase todos os países da América Latina. Houve a Coluna Prestes que percorreu algumas partes do país, pregando a derrubada do modo de produção feudal. Os 18 do Forte foi um levante militar pela queda do feudalismo. A revolta de 1924 foi um movimento que provocou muitos estragos no poder dos governos estaduais feudais.
Em 1929, a vez de apresentar um candidato à presidência do Brasil, era de Minas Gerais. Washington Luiz que era presidente indicado por São Paulo, quebrou a tradição e apresentou Julio Prestes, um candidato também de São Paulo.
São Paulo quebrou a tradição dos candidatos café-com-leite, e apresentou um do mesmo estado, unicamente por interesse econômico.
A Grande Depressão Econômica de 1929 reduziu em cerca de 40% o preço da saca de café em grão. O governo federal, em conchavo com os barões do cafe, entramelado de pesada corrupção, continuava pagando a saca de café pelo preço anterior ao da crise de 29.
Essa conduta levou à concentração da renda e a redução da participação dos estados no monte arrecadado pela União. A miséria cresceu juntamente com a indignação da classe-média.
Getúlio Vargas era o governador do Rio Grande do Sul. Como um antigo militante político pela queda da governo feudal, fez acordo com o governador de Minas. Nesse ínterim, João Pessoa, governador da Paraíba, disse 'nego' ao apoio à candidatura de Júlio Prestes.
João Pessoa já combatia na Paraíba, os feudos dos coronéis do algodão. João Dantas cobrava pedágio de quem passasse por suas terras. João Pessoa decretou o fim dos pedágios em terra particulares. João Dantas foi ao extremo do ódio, e num dia de 1930, assassinou João Pessoa na saída do restaurante Leite no Recife.
Em João Pessoa, a multidão revoltada, invadiu a cadeia pública e transformou João Dantas numa poça de sangue. Todos seus bens foram incinerados, inclusive os dos coronéis do algodão que o apoiavam.
Na Revolução de 30, os paraibanos foram brilhantes, atuando em Pernambuco e no Rio Grande do Norte.
No Rio Grande do Sul, Getúlio Vargas convocava quem desejasse espontaneamente se engajar na luta pela implantação do novo regime, chamado na Inglaterra, de modo social de produção capitalista.
Milhares se apresentaram. Cerca de alguns milhares foram escolhidos, treinados e armados. No dia D, Getúlio, à frente de um forte contingente militar, embarcou de trem sobre o governador de São Paulo.
Com o apoio de multidões que vinham aplaudir a passagem do trem, Getúlio entregou a Osvaldo Aranha a missão de conquistar o governo de São Paulo. Comandando outra tropa militar, Getúlio chegou à estação de trem do Rio e foi recebido pela multidão frenética que o conduziu nos braços até o Palácio do Catete. O presidente Washington Luiz havia fugido.
Na presença de todos os companheiros revolucionários, Getúlio Vargas tomou posse em 3 de outubro, no Palácio do Catete no Rio de Janeiro.
Seu primeiro ato foi derrogar todas as leis que garantiam o funcionamento do modo de produção feudal. Seu segundo ato, foi declarar o modo social de produção capitalista como a base de produção do Estado brasileiro.
No decurso de um governo excessivamente honesto, viera o Código de Leis Trabalhistas; o voto secreto e o direito de voto às mulheres; o conchavo com o governo estadunidense para implantação da base aérea de Natal, no Rio Grande do Norte, em troca de empréstimo a longo prazo e ajuda técnica, para inaugurar a Vale do Rio Doce e a Usina de Aço de Vota Redonda.
Mesmo enfrentando a Grande Depressão de 29, o capitalismo integral, no governo Vargas, cresceu à taxa média de 5%, durante 20 anos, sem que houvesse uma só crise econômica. Todo lucro das forças produtivas era para reinvestimento na produção. Os bancos não podiam cobrar mais de 3% ao ano, para investimento na produção, e mais de 6% ao ano para o consumo.
Getúlio foi levado ao suicídio pelas mesmas forças nazifascistas que hoje caçam por todos os meios cínicos, a menor brecha possível, para colar na biografia de Lula, a mancha do Ficha Suja. Lula é tão honesto quanto o foi Getúlio Vargas. Como administrador, Getúlio foi maior do que Lula, necessariamente por que governou 20 anos e Lula, somente 8.
Muitas outras obras, o prezado companheiro vai encontrar no Google, com o link: O Governo de Getúlio Vargas.
sábado, 27 de fevereiro de 2016
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
DEIXEM LULA EM PAZ...
DEIXEM LULA EM PAZ...
por Langstein de Almeida Amorim
O advogado de Lula levantou uma preliminar de direito. O judiciário só pratica um ato posterior, antes tendo resolvido um ato anterior.
O nobre promotor Cassio Conserino antecipou à imprensa que iria denunciar Lula. Pela pressa do senhor Conserino, ele denunciaria Lula sem que houvesse prova suficiente para incriminá-lo.
A qualquer cidadão é permitido solicitar o adiamento de uma audiência, com o intuito de evitar que o órgão judiciário pratique dois atos da mesma espécie. Para os marqueteiros milionários, Lula não teria esse direito...
Esses clichês, formatados em São Paulo por marqueteiros contratados por dezenas de milhões de dólares, e espalhados por toda rede social, do Oiapoque ao Arroio Chuí, só convencem os que já estão convencidos por seu preconceito escravagista. Esses senhores são aqueles que não aceitam que Lula tenha reduzido a miséria e a desnutrição com o dinheiro dos contribuintes. Essas pessoas pretendiam que Lula tivesse deixado os miseráveis curtindo sua própria miséria, em seu ambiente degradado pela falta total de qualquer nesga de saneamento básico. Esses senhores odientos gostariam que Luta desconhecesse a existência da miséria como fez FHC, Collor, Sarney e todos os ditadores-militares.
Por que se combate Lula com tanta intensidade, com gastos de milhões de dólares, se o cidadão não é candidato a nenhum cargo, nem sequer a prefeito de São Paulo?
Qual a arapuca que a máfia financeira está tramando com esse combate sistemático a Lula? Essa máfia não gasta, ela investe. A que máquina de fazer riqueza essa máfia está ambicionando?
O respeitável MPF não procura investigar FHC, Aécio ou Alkimin, certamente porque eles não são candidatos. Lula também não é candidato a nada e por que só investigar insistentemente a ele, quando todos os acontecimentos investigatórios sempre indicaram que Lula é honesto?
Lula tem história. Foi o único desde a ditadura, que fez a economia do Brasil crescer a 7,5%. Foi o único que rebaixou a miséria nacional e criou direitos sociais de muito valor econômico.
Quem provocou a insolvência de 58 milhões de brasileiros, pela aplicação de juros de confisco, não tem moral para apresentar a cara e combater Lula de frente.
Vários amigos meus deixaram de frequentar o debate desapaixonado de nosso site, por nojo desses clichês obscenos.
Nós damos 24 horas para os marqueteiros retirarem do site langstein/facebook, esses estereótipos impúdicos sobre a imagem de Lula da Silva.
Combatam com decência, em forma de texto que possa ser contestado. Aí sim, o espaço desse site estará receptivo.
Nós não somos maria-vai-com-as-outras. Nós só nos curvamos a fatos concretos, submetidos ao contraditório.
Deixem Lula em paz. Ele agora é só um cidadão como tantos milhões de brasileiros honestos...
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
O NEOLIBERALISMO ESTÁ NAS VASCAS DA MORTE...
por Langstein de Almeida Amorim
Prezado Botta:
O neo-liberalismo prega a redução do Estado ao mínimo, mesmo inteirado de que o tributo é a parte social do preço de todas as mercadorias. Como ser mínimo se o Estado necessita ser colossal para arrecadar por força do imposto, a porção social do total de todas as mercadorias vendidas ao consumidor final?
Qualquer quantia de imposto não coletado é um roubo à propriedade social da nação. O desvio pela corrupção, de determinado quantum arrecado, é um crime sobre as crianças que irão morrer de fome... Quantos sonegadores pagaram por esse crime hediondo?
Pela última mamadeira de leite doada ao moribundo em seu leito de palha, sua mãe pagou IPI (Imposto sobre Produto Industrializado), PIS (Programa de Integração Social), PASEP (formação do Patrimônio do Servidor Público), COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), ICMS, coletado pelos estados (Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviço) e ISS ( Imposto municipal Sobre Serviço de qualquer natureza).
As lágrimas de milhões de mães de filhos mortos pela fome, contrastam com as gargalhadas do tipo boca-rasgada, dos ricalhões, que remetem ao exterior, dezenas de bilhões de dólares mensalmente, sem pagar um só centavo de imposto. Estes, por serem privilegiados pela lei, não deixam de ser ladrões cruéis de milhões de vidas inocentes.
O Fome Zero, de 2003 a 2010, minorou a fome de 44 milhões de pessoas e reduziu a desnutrição infantil em 73%.
A recessão profunda, induzida pela remessa de mais de um trilhão de dólares em 51 anos, e a insolvência, por pressão de juros cavalares, imposta a 58 milhões de brasileiros, foram as causas aberrantes da atual recessão profunda. Em decorrência dessa simituma econômica, deve ter havido o retorno desses 44 milhões de famélicos ao estado anterior de miséria.
O decreto-lei 4390, com base no livre mercado defendido pelo neo, escancarou as remessas de lucros das filiais estrangeiras à porcentagem de 100%, sem que o modo capitalista nacional e o agro-negócio apresentassem superávits na balança comercial, com capacidade para financiar o furacão dessas remessas de lucros.
A saída que a ditadura-militar determinou para efetivar as remessas, concretizou-se no aumento da oferta de títulos públicos no mercado especulativo mundial. Essa decisão ditatorial transformar-se-ia na famigerada dívida pública externa...
Outro recurso que a ditadura detectou para manter constante as bilionárias remessas de lucros, fora forçar o crescimento do superávit da balança comercial pela desvalorização constante do câmbio. Esse tipo de solução provocou a hiperinflação, alimentada pela alta constante dos preços de importados.
Mesmo com tantos arranjos de política externa para que as remessas não sofressem solução de continuidade, o lastro de divisas zerou em 1982, levando o Brasil à quebradeira.
Com empréstimo-ponte dos Estados Unidos, de governo para governo, as filiais voltaram a poder remeter seus lucros com seus penduricalhos fraudulentos.
Da quebradeira de 1982, até o 1º quatriênio de Lula, o FMI esteve presente, dando ordens e fazendo exigências de política monetária restritiva.
De 1964 até o início do 2º mandato do governo Lula, a economia brasileira manteve-se em média estagnada ou em PIB negativo.
A genialidade administrativa do Lula, mesmo sem mexer nos imensos privilégios dos banqueiros e das filiais estrangeiras, conseguiu fazer a economia crescer em forma de bolha, insuflando o alargamento da classe-média C. Sem modificar a estrutura de produção, o crescimento só podia ser mesmo conjuntural.
O empobrecimento do Brasil se deve à aplicação do neo-liberalismo. Para reduzir o Estado brasileiro, o neo introduziu na Constituição de 1988, o artigo 164 e seus parágrafos, que engessou o governo a ponto de ele não poder tomar empréstimo a seus próprios bancos e até a seu Banco Central. Foi deveras uma castração da soberania econômica do Brasil. Tudo isso para obrigar o governo a tomar dinheiro caro aos banqueiros. Por essa concretude incontestável, conclui-se que o neo-liberalismo é o receituário
O empobrecimento da economia brasileira foi agravado quando o senhor FHC e seus deputados novos-ricos aprovaram a lei 9249, isentando da alíquota do imposto de renda e da Contribuição Sobre Lucro Líquido (CSLL), as multibilionárias remessas de lucros.
Sem que as filiais alienígenas pagassem imposto algum, as remessas de lucros e seus penduricalhos se agigantaram. Da publicação da lei privilegiante em 1995, até 2014, as filiais remeteram em 19 anos, a bagatela de um trilhão, oitenta e cinco bilhões, setecentos e quatorze milhões, duzentos e oitenta e cinco mil e setecentos e quatorze dólares.
Sem a entrada dos dólares especulativos que eram a fonte mais opulenta de dólares; sem a entrada dos investimento estrangeiros diretos (IDE) para aquisição desnacionalizante de empresas tupiniquins; com a balança comercial em déficit, o lastro de divisas baixou a seu volume morto, assim como o sistema Cantareira com o nível de suas águas.
Atualmente o custeio do governo e os 850 bilhões de reais dos juros da dívida pública, estão saindo da massa salarial de consumo e do imposto de renda descontado dos salários na fonte.
Os banqueiros e as filiais estrangeiras, apesar extraírem o maior volume de lucro da economia nacional, não pagam nada de imposto e nadica de nada de contribuição para a Previdência Social.
Com o argumento de que muito dinheiro em poder dos ricos, conduziria ao crescimento arrogante da economia, através do investimento maciço do desentesouramento, os neo-liberais, encastelados no Congresso Legislativo, premiaram os ricalhões da República com isenção total de impostos.
Por pura 'ideologia'... neoliberal, os parlamentares da esfera federal deram aos banqueiros, o prêmio-bomba! Revogaram o artigo 192 da Constituição que fixava um teto de 12% para a cobrança de juros anuais. Na China, conforme a política de expansão ou contração da economia, o Banco Central determina o teto dos juros. Atualmente o teto dos juros anuais é de 4,6%. Violar o teto é crime de usura.
A Emenda Constitucional nº 40 de 2003, revogatória do artigo 192, liberou os banqueiros para cobrarem a taxa de juros ditada por sua ambição, com aplicação de juros sobre juros. Resultado: 58 milhões de devedores se tornaram insolventes.
Diante dessa inadimplência em massa e com a balança comercial em déficit crônico, juntamente com o balanço de pagamento em déficit vertical, os banqueiros travaram o crédito em dimensão nacional, decretando o princípio da recessão em 2015.
O receituário do neo-liberalismo contraria frontalmente os princípios do modo social de produção capitalista. A resultante dessa atuação se exprime pela crise que atinge os países europeus, o Japão e em cheio, os Estados Unidos.
Os poucos países que não estão em crise interna, são os que adotaram o modo de produção capitalista integral, sem violação de quaisquer de seus princípios e com receituário keynesiano,. Ei-los: China, Cuba, Vietnam, Índia e mais alguns de menor importância econômica.
O keynesianismo prestigia a ação do Estado como copartícipe das forças produtivas na divisão fracionária do preço das mercadorias.
O neo-liberalismo ressalta a liberdade total do mercado, sem qualquer interferência do Estado. Pela ideologia neoliberal, a mão invisível do mercado resolverá as crises da economia, sem necessidade da presença do Estado.
Os monopólios e os oligopólios se hipertrofiaram ao extremo durante o domínio do neoliberalismo, que começou em 1980 e ainda está vigente em 2016, embora se encontre nas vascas da morte...
OBS: REVISADO PELO AUTOR.
por Langstein de Almeida Amorim
Prezado Botta:
O neo-liberalismo prega a redução do Estado ao mínimo, mesmo inteirado de que o tributo é a parte social do preço de todas as mercadorias. Como ser mínimo se o Estado necessita ser colossal para arrecadar por força do imposto, a porção social do total de todas as mercadorias vendidas ao consumidor final?
Qualquer quantia de imposto não coletado é um roubo à propriedade social da nação. O desvio pela corrupção, de determinado quantum arrecado, é um crime sobre as crianças que irão morrer de fome... Quantos sonegadores pagaram por esse crime hediondo?
Pela última mamadeira de leite doada ao moribundo em seu leito de palha, sua mãe pagou IPI (Imposto sobre Produto Industrializado), PIS (Programa de Integração Social), PASEP (formação do Patrimônio do Servidor Público), COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), ICMS, coletado pelos estados (Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviço) e ISS ( Imposto municipal Sobre Serviço de qualquer natureza).
As lágrimas de milhões de mães de filhos mortos pela fome, contrastam com as gargalhadas do tipo boca-rasgada, dos ricalhões, que remetem ao exterior, dezenas de bilhões de dólares mensalmente, sem pagar um só centavo de imposto. Estes, por serem privilegiados pela lei, não deixam de ser ladrões cruéis de milhões de vidas inocentes.
O Fome Zero, de 2003 a 2010, minorou a fome de 44 milhões de pessoas e reduziu a desnutrição infantil em 73%.
A recessão profunda, induzida pela remessa de mais de um trilhão de dólares em 51 anos, e a insolvência, por pressão de juros cavalares, imposta a 58 milhões de brasileiros, foram as causas aberrantes da atual recessão profunda. Em decorrência dessa simituma econômica, deve ter havido o retorno desses 44 milhões de famélicos ao estado anterior de miséria.
O decreto-lei 4390, com base no livre mercado defendido pelo neo, escancarou as remessas de lucros das filiais estrangeiras à porcentagem de 100%, sem que o modo capitalista nacional e o agro-negócio apresentassem superávits na balança comercial, com capacidade para financiar o furacão dessas remessas de lucros.
A saída que a ditadura-militar determinou para efetivar as remessas, concretizou-se no aumento da oferta de títulos públicos no mercado especulativo mundial. Essa decisão ditatorial transformar-se-ia na famigerada dívida pública externa...
Outro recurso que a ditadura detectou para manter constante as bilionárias remessas de lucros, fora forçar o crescimento do superávit da balança comercial pela desvalorização constante do câmbio. Esse tipo de solução provocou a hiperinflação, alimentada pela alta constante dos preços de importados.
Mesmo com tantos arranjos de política externa para que as remessas não sofressem solução de continuidade, o lastro de divisas zerou em 1982, levando o Brasil à quebradeira.
Com empréstimo-ponte dos Estados Unidos, de governo para governo, as filiais voltaram a poder remeter seus lucros com seus penduricalhos fraudulentos.
Da quebradeira de 1982, até o 1º quatriênio de Lula, o FMI esteve presente, dando ordens e fazendo exigências de política monetária restritiva.
De 1964 até o início do 2º mandato do governo Lula, a economia brasileira manteve-se em média estagnada ou em PIB negativo.
A genialidade administrativa do Lula, mesmo sem mexer nos imensos privilégios dos banqueiros e das filiais estrangeiras, conseguiu fazer a economia crescer em forma de bolha, insuflando o alargamento da classe-média C. Sem modificar a estrutura de produção, o crescimento só podia ser mesmo conjuntural.
O empobrecimento do Brasil se deve à aplicação do neo-liberalismo. Para reduzir o Estado brasileiro, o neo introduziu na Constituição de 1988, o artigo 164 e seus parágrafos, que engessou o governo a ponto de ele não poder tomar empréstimo a seus próprios bancos e até a seu Banco Central. Foi deveras uma castração da soberania econômica do Brasil. Tudo isso para obrigar o governo a tomar dinheiro caro aos banqueiros. Por essa concretude incontestável, conclui-se que o neo-liberalismo é o receituário
O empobrecimento da economia brasileira foi agravado quando o senhor FHC e seus deputados novos-ricos aprovaram a lei 9249, isentando da alíquota do imposto de renda e da Contribuição Sobre Lucro Líquido (CSLL), as multibilionárias remessas de lucros.
Sem que as filiais alienígenas pagassem imposto algum, as remessas de lucros e seus penduricalhos se agigantaram. Da publicação da lei privilegiante em 1995, até 2014, as filiais remeteram em 19 anos, a bagatela de um trilhão, oitenta e cinco bilhões, setecentos e quatorze milhões, duzentos e oitenta e cinco mil e setecentos e quatorze dólares.
Sem a entrada dos dólares especulativos que eram a fonte mais opulenta de dólares; sem a entrada dos investimento estrangeiros diretos (IDE) para aquisição desnacionalizante de empresas tupiniquins; com a balança comercial em déficit, o lastro de divisas baixou a seu volume morto, assim como o sistema Cantareira com o nível de suas águas.
Atualmente o custeio do governo e os 850 bilhões de reais dos juros da dívida pública, estão saindo da massa salarial de consumo e do imposto de renda descontado dos salários na fonte.
Os banqueiros e as filiais estrangeiras, apesar extraírem o maior volume de lucro da economia nacional, não pagam nada de imposto e nadica de nada de contribuição para a Previdência Social.
Com o argumento de que muito dinheiro em poder dos ricos, conduziria ao crescimento arrogante da economia, através do investimento maciço do desentesouramento, os neo-liberais, encastelados no Congresso Legislativo, premiaram os ricalhões da República com isenção total de impostos.
Por pura 'ideologia'... neoliberal, os parlamentares da esfera federal deram aos banqueiros, o prêmio-bomba! Revogaram o artigo 192 da Constituição que fixava um teto de 12% para a cobrança de juros anuais. Na China, conforme a política de expansão ou contração da economia, o Banco Central determina o teto dos juros. Atualmente o teto dos juros anuais é de 4,6%. Violar o teto é crime de usura.
A Emenda Constitucional nº 40 de 2003, revogatória do artigo 192, liberou os banqueiros para cobrarem a taxa de juros ditada por sua ambição, com aplicação de juros sobre juros. Resultado: 58 milhões de devedores se tornaram insolventes.
Diante dessa inadimplência em massa e com a balança comercial em déficit crônico, juntamente com o balanço de pagamento em déficit vertical, os banqueiros travaram o crédito em dimensão nacional, decretando o princípio da recessão em 2015.
O receituário do neo-liberalismo contraria frontalmente os princípios do modo social de produção capitalista. A resultante dessa atuação se exprime pela crise que atinge os países europeus, o Japão e em cheio, os Estados Unidos.
Os poucos países que não estão em crise interna, são os que adotaram o modo de produção capitalista integral, sem violação de quaisquer de seus princípios e com receituário keynesiano,. Ei-los: China, Cuba, Vietnam, Índia e mais alguns de menor importância econômica.
O keynesianismo prestigia a ação do Estado como copartícipe das forças produtivas na divisão fracionária do preço das mercadorias.
O neo-liberalismo ressalta a liberdade total do mercado, sem qualquer interferência do Estado. Pela ideologia neoliberal, a mão invisível do mercado resolverá as crises da economia, sem necessidade da presença do Estado.
Os monopólios e os oligopólios se hipertrofiaram ao extremo durante o domínio do neoliberalismo, que começou em 1980 e ainda está vigente em 2016, embora se encontre nas vascas da morte...
OBS: REVISADO PELO AUTOR.
O NEOLIBERALISMO ESTÁ NAS VASCAS DA MORTE, DEPOIS DE MATAR MILHÕES PELA TIRANIA DA FOME...
por Langstein de Almeida Amorim
Prezado Botta:
O neo-liberalismo prega a redução do Estado ao mínimo, mesmo inteirado de que à União cabe o atributo de coletar a parte social do preço de todas as mercadorias adquiridas... Como ser mínimo se o Estado necessita ser colossal para arrecadar por força de lei, a quantia social do total de todas as mercadorias vendidas aos consumidores finais?
Qualquer quantia de imposto não coletado é um roubo à propriedade social da nação. O desvio pela corrupção, de determinado quantum arrecado, é um assassinato contra as crianças que irão morrer de fome... Quantos sonegadores pagaram por esse crime hediondo? Não se conhece...! Só se sabe que o Estado Br foi montado pelos ditadores indecorosos e pelos banqueiros corruptores para ser roubado por todos os lados e em qualquer ocasião.
Pela última mamadeira de leite doada ao moribundo em seu leito de palha, sua mãe pagou IPI (Imposto sobre Produto Industrializado), PIS (Programa de Integração Social), PASEP (formação do Patrimônio do Servidor Público), COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), ICMS, coletado pelos estados (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e ISS ( Imposto municipal Sobre Serviço de qualquer natureza).
As lágrimas de milhões de mães de filhos mortos pela fome, contrastam com as gargalhadas do tipo boca-rasgada, dos ricalhões, que remetem ao exterior, dezenas de bilhões de dólares mensalmente, sem pagar um só centavo de imposto. Estes, por serem privilegiados pela lei, não deixam de ser ladrões cruéis de milhões de vidas inocentes. Esse apadrinhamento fiscal foi arrancado a fórceps pelos vendilhões de leis antissociais,
alojados no Congresso Nacional, por trás de balcões, onde a corrupção é a moeda de quitação de negócios escusos.
O Fome Zero, de 2003 a 2010, minorou a fome de 44 milhões de famílias e reduziu a desnutrição infantil em 73%. Em decorrência dessa atual simituma econômica, houve o retorno previsível da fome intensa aos lares de 44 milhões de famílias, com o alastramento da desnutrição infantil por efeito sequencial. A mortandade de crianças cresce na razão direta do crescimento da miséria social... que por sua vez cresce na razão direta da concentração da renda nacional.
A tsunâmica remessa de mais de um trilhão e quinhentos bilhões de dólares em 51 anos, e a insolvência de 58 milhões de brasileiros, por perversão de juros dissolventes, foram as causas aberrantes da gravíssima recessão atual.
O decreto-lei 4390, com base no livre mercado defendido pelo neoliberalismo, escancarou as remessas de lucros das filiais estrangeiras à porcentagem de 100%, sem que o modo capitalista nacional e o agro-negócio apresentassem superávits na balança comercial, com capacidade para financiar o furacão dessas remessas de lucros.
A saída que a ditadura-militar determinou para efetivar as remessas, concretizou-se no aumento da oferta de títulos públicos no mercado especulativo mundial. Essa decisão ditatorial transformar-se-ia na famigerada dívida pública externa de tão triste memória.
Outro recurso que a ditadura detectou para manter constante as bilionárias remessas de lucros, fora forçar o crescimento do superávit da balança comercial pela desvalorização constante do câmbio. Esse tipo de solução provocou a hiperinflação, alimentada pela alta constante dos preços dos importados, ditados pelos carteis das filiais estrangeiras. No Brasil, os preços de quaisquer produtos de consumo da classe-média, são 40% mais caros do que os mesmos produtos nos Estados Unidos, na Europa e Japão. Os maracuteiros se defendem alegando que aqui os impostos são muito mais altos, quando aqui eles não pagam tributo algum...
Mesmo com tantos arranjos de política externa para que as remessas não sofressem solução de continuidade, o lastro de divisas zerou em 1982, levando o Brasil à quebradeira. A solução apressada do senhor Delfim Neto, foi desvalorizar o câmbio em 30%, na tentativa de aumentar o emperrado superávit da balança comercial. Essa cacetada de 30% no valor do cruzeiro, empurrou para a falência, centenas de usinas de açúcar do Nordeste e milhares de empresas brasileiras com endividamento em dólar.
Com empréstimo-ponte dos Estados Unidos, de governo para governo, as filiais voltaram a poder remeter seus lucros com seus penduricalhos fraudulentos.
Da quebradeira de 1982, até o 1º quatriênio de Lula, o FMI esteve presente, dando ordens e fazendo exigências de política monetária restritiva.
De 1964 até o 2º mandato do governo Lula, a economia brasileira manteve-se em média estagnada ou em PIB negativo. O PIB divulgado pela ditadura-militar destoava da economia real, incutindo nos estatísticos, a certeza da manipulação de resultado.
A genialidade administrativa do Lula, mesmo sem tocar nos imensos privilégios dos banqueiros e das filiais estrangeiras, conseguiu fazer a economia crescer em forma de bolha, insuflando o alargamento da classe-média C. Sem modificar a estrutura de produção, o crescimento só podia ser mesmo conjuntural. Como modificar a velha estrutura de produção dominada pelas paquidérmicas remessas de dólares das filiais alienígenas, com 2/3 do Congresso Legislativo corrompidos pelos Chefões do sistema financeiro nacional?!
O empobrecimento do Brasil se deve à aplicação do neoliberalismo. Para reduzir o Estado brasileiro, o neo introduziu na Constituição de 1988, o artigo 164 e seus parágrafos, que engessou o governo a ponto de ele não poder tomar empréstimo a seus próprios bancos e até a seu Banco Central. Foi deveras uma castração da soberania econômica do Brasil. Tudo isso para obrigar o governo a tomar dinheiro caro aos banqueiros, o que foi feito desde o escancaramento das remessas de lucros à cumeeira de 100%.
Por essa concretude incontestável, conclui-se que o neoliberalismo é o receituário de concentrar 50% da riqueza líquida em poder de 1% da população, e concomitantemente expandir a miséria social por todos os quadrantes dos ciclos econômicos.
O empobrecimento da economia brasileira foi agravado quando o senhor FHC e seus deputados novos-ricos aprovaram a lei 9249, isentando da alíquota do imposto de renda e da Contribuição Sobre Lucro Líquido (CSLL), as multibilionárias remessas de lucros.
Sem que as filiais alienígenas pagassem imposto algum, as remessas de lucros e seus penduricalhos se agigantaram. Da publicação da lei privilegiante em 1995, até 2014, as filiais remeteram em 19 anos, a bagatela de um trilhão, oitenta e cinco bilhões, setecentos e quatorze milhões, duzentos e oitenta e cinco mil e setecentos e quatorze dólares.
Sem a entrada dos dólares especulativos que eram a fonte mais opulenta de dólares; sem a entrada dos investimentos estrangeiros diretos (IDE) para aquisição desnacionalizante de empresas tupiniquins; com a balança comercial em déficit, o lastro de divisas baixou a seu volume morto, assim como o sistema Cantareira com o nível de suas águas.
Do Orçamento Oficial 2016, cerca de 80% da receita para custeio da máquina governamental e para o pagamento de 850 bilhões de reais de juros da dívida pública, estão sendo drenados da massa salarial de consumo e do imposto de renda descontado dos salários na fonte.
Os banqueiros e as filiais estrangeiras, apesar de extraírem o maior volume de lucro da economia nacional, não pagam nada de qualquer imposto e nadica de nada de contribuição para a Previdência Social.
Esse é o pais que nós construímos com nossa inocência neoliberal, para doá-lo aos banqueiros e às filiais forasteiras, em forma de dulcificado paraíso, enfeitado de belos jardins, sombreado por árvores verdejantes e servido por aconchegantes cachoeiras tórridas... Nada perturba esses chiquérrimos residentes..., nem o silêncio da noite, vez por outra desfeito pelo murmúrio do vento nas folhagens dos vegetais imponentes. Às vezes o telefone toca. É o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, indagando quantos milhões de dólares foram depositados para manter a fidelidade de 2/3 dos espertos deputados de caráter feito de miolo de pau-pra-toda-obra...
No entorno desse éden habitado por 1% da população, com açambarcamento anual de mais de 50% da renda líquida do país, estamos nós, prontos para defender a continuidade de todos os privilégios que ativam a prepotência corruptiva desses nobres senhores.
Mesmo cercados de miséria por todos os ângulos da sociedade nacional, nós classe-média queremos eleger um presidente que não mexa nos privilégios dos ricalhões que nós sevamos com nosso trabalho honesto. Para tranquilidade nossa, pretendemos reeleger um Congresso Legislativo igualzinho ao atual, que aprove as leis que os banqueiros ditarem. Nós desejamos ardentemente que o ditatorial deputado Eduardo Cunha seja sempre o presidente da fidelíssima Câmara dos Deputados.
Lula fez a economia do Brasil crescer até a enxerida taxa de 7,5% a.a, sem bulir nos justos privilégios do pessoal 1% da população. Agora nós classe-média estamos temerosos de que Lula queira fazer os banqueiros e as ricalhonas filiais ádvenas pagarem algum imposto, necessariamente para ajudar a desatolar a jamanta-Brasil. Esse temor leva-nos a rejeitarmos Lula como presidente e apelarmos pela volta de FHC, que foi o pajé da banqueirada com seu Proer multiplicador de riqueza.
Com o argumento de que muito dinheiro em poder dos ricos, conduziria ao crescimento arrogante da economia, através de investimentos maciços, derivados do entesouramento privado, os neoliberais, encastelados no Congresso Legislativo, premiaram os ricalhões da República com isenção total de impostos.
Por pura 'ideologia'... neoliberal, os parlamentares da esfera federal deram aos banqueiros, o prêmio-bomba! Revogaram o artigo 192 da Constituição que fixava um teto de 12% para a cobrança de juros anuais. Teve deputado que saiu com dois milhões de dólares, enfiados nos forros falsos do paleto, das calças, da camisa, das meias e por trás, pelos lados e por baixo da cueca. Alguém perguntou:
- O quê foi isso, deputado?!
- Fiquei com obesidade mórbida de uma hora para outra. Dê-me licença que eu tenho pressa de ir ao médico...
A Emenda Constitucional nº 40 de 2003, revogatória do artigo 192, liberou os banqueiros para cobrarem a taxa de juros ditada por sua ambição, com aplicação de juros sobre juros. Resultado: 58 milhões de devedores se tornaram insolventes.
Diante dessa inadimplência em massa e com a balança comercial em déficit crônico, juntamente com o balanço de pagamento em déficit vertical, os banqueiros travaram o crédito em dimensão nacional, decretando o princípio da recessão de 2015.
O receituário do neoliberalismo contraria frontalmente os princípios do modo social de produção capitalista. A resultante dessa atuação se exprime pela crise que atinge os países europeus, o Japão e em cheio, os Estados Unidos, onde estão radicados os Chefões do sistema financeiro internacional.
Os poucos países que não estão em crise interna, são os que adotaram o modo de produção capitalista integral, sem violação de quaisquer de seus princípios e com receituário keynesiano,. Ei-los: China, Cuba, Vietnam, Índia e mais alguns de menor importância econômica.
O keynesianismo prestigia a ação do Estado como copartícipe das forças produtivas na divisão fracionária do preço das mercadorias. Seu objetivo é alcançar o pleno emprego como último passo para o "Estado do Bem-estar Social". Exemplo do sucesso desse receituário keynesiano: os Estados escandinavos: Noruega, Suécia, Finlândia e Dinamarca, como também a China, situada na Ásia.
O neoliberalismo ressalta a liberdade total do mercado, sem qualquer interferência do Estado. Pela ideologia neoliberal, a mão invisível do mercado resolverá as crises da economia, sem necessidade da presença do Estado.
Os monopólios e os oligopólios se hipertrofiaram ao extremo durante o domínio do neoliberalismo, que começou em 1980 e ainda está vigente em 2016, embora se encontre nas vascas da morte...
por Langstein de Almeida Amorim
Prezado Botta:
O neo-liberalismo prega a redução do Estado ao mínimo, mesmo inteirado de que à União cabe o atributo de coletar a parte social do preço de todas as mercadorias adquiridas... Como ser mínimo se o Estado necessita ser colossal para arrecadar por força de lei, a quantia social do total de todas as mercadorias vendidas aos consumidores finais?
Qualquer quantia de imposto não coletado é um roubo à propriedade social da nação. O desvio pela corrupção, de determinado quantum arrecado, é um assassinato contra as crianças que irão morrer de fome... Quantos sonegadores pagaram por esse crime hediondo? Não se conhece...! Só se sabe que o Estado Br foi montado pelos ditadores indecorosos e pelos banqueiros corruptores para ser roubado por todos os lados e em qualquer ocasião.
Pela última mamadeira de leite doada ao moribundo em seu leito de palha, sua mãe pagou IPI (Imposto sobre Produto Industrializado), PIS (Programa de Integração Social), PASEP (formação do Patrimônio do Servidor Público), COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), ICMS, coletado pelos estados (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e ISS ( Imposto municipal Sobre Serviço de qualquer natureza).
As lágrimas de milhões de mães de filhos mortos pela fome, contrastam com as gargalhadas do tipo boca-rasgada, dos ricalhões, que remetem ao exterior, dezenas de bilhões de dólares mensalmente, sem pagar um só centavo de imposto. Estes, por serem privilegiados pela lei, não deixam de ser ladrões cruéis de milhões de vidas inocentes. Esse apadrinhamento fiscal foi arrancado a fórceps pelos vendilhões de leis antissociais,
alojados no Congresso Nacional, por trás de balcões, onde a corrupção é a moeda de quitação de negócios escusos.
O Fome Zero, de 2003 a 2010, minorou a fome de 44 milhões de famílias e reduziu a desnutrição infantil em 73%. Em decorrência dessa atual simituma econômica, houve o retorno previsível da fome intensa aos lares de 44 milhões de famílias, com o alastramento da desnutrição infantil por efeito sequencial. A mortandade de crianças cresce na razão direta do crescimento da miséria social... que por sua vez cresce na razão direta da concentração da renda nacional.
A tsunâmica remessa de mais de um trilhão e quinhentos bilhões de dólares em 51 anos, e a insolvência de 58 milhões de brasileiros, por perversão de juros dissolventes, foram as causas aberrantes da gravíssima recessão atual.
O decreto-lei 4390, com base no livre mercado defendido pelo neoliberalismo, escancarou as remessas de lucros das filiais estrangeiras à porcentagem de 100%, sem que o modo capitalista nacional e o agro-negócio apresentassem superávits na balança comercial, com capacidade para financiar o furacão dessas remessas de lucros.
A saída que a ditadura-militar determinou para efetivar as remessas, concretizou-se no aumento da oferta de títulos públicos no mercado especulativo mundial. Essa decisão ditatorial transformar-se-ia na famigerada dívida pública externa de tão triste memória.
Outro recurso que a ditadura detectou para manter constante as bilionárias remessas de lucros, fora forçar o crescimento do superávit da balança comercial pela desvalorização constante do câmbio. Esse tipo de solução provocou a hiperinflação, alimentada pela alta constante dos preços dos importados, ditados pelos carteis das filiais estrangeiras. No Brasil, os preços de quaisquer produtos de consumo da classe-média, são 40% mais caros do que os mesmos produtos nos Estados Unidos, na Europa e Japão. Os maracuteiros se defendem alegando que aqui os impostos são muito mais altos, quando aqui eles não pagam tributo algum...
Mesmo com tantos arranjos de política externa para que as remessas não sofressem solução de continuidade, o lastro de divisas zerou em 1982, levando o Brasil à quebradeira. A solução apressada do senhor Delfim Neto, foi desvalorizar o câmbio em 30%, na tentativa de aumentar o emperrado superávit da balança comercial. Essa cacetada de 30% no valor do cruzeiro, empurrou para a falência, centenas de usinas de açúcar do Nordeste e milhares de empresas brasileiras com endividamento em dólar.
Com empréstimo-ponte dos Estados Unidos, de governo para governo, as filiais voltaram a poder remeter seus lucros com seus penduricalhos fraudulentos.
Da quebradeira de 1982, até o 1º quatriênio de Lula, o FMI esteve presente, dando ordens e fazendo exigências de política monetária restritiva.
De 1964 até o 2º mandato do governo Lula, a economia brasileira manteve-se em média estagnada ou em PIB negativo. O PIB divulgado pela ditadura-militar destoava da economia real, incutindo nos estatísticos, a certeza da manipulação de resultado.
A genialidade administrativa do Lula, mesmo sem tocar nos imensos privilégios dos banqueiros e das filiais estrangeiras, conseguiu fazer a economia crescer em forma de bolha, insuflando o alargamento da classe-média C. Sem modificar a estrutura de produção, o crescimento só podia ser mesmo conjuntural. Como modificar a velha estrutura de produção dominada pelas paquidérmicas remessas de dólares das filiais alienígenas, com 2/3 do Congresso Legislativo corrompidos pelos Chefões do sistema financeiro nacional?!
O empobrecimento do Brasil se deve à aplicação do neoliberalismo. Para reduzir o Estado brasileiro, o neo introduziu na Constituição de 1988, o artigo 164 e seus parágrafos, que engessou o governo a ponto de ele não poder tomar empréstimo a seus próprios bancos e até a seu Banco Central. Foi deveras uma castração da soberania econômica do Brasil. Tudo isso para obrigar o governo a tomar dinheiro caro aos banqueiros, o que foi feito desde o escancaramento das remessas de lucros à cumeeira de 100%.
Por essa concretude incontestável, conclui-se que o neoliberalismo é o receituário de concentrar 50% da riqueza líquida em poder de 1% da população, e concomitantemente expandir a miséria social por todos os quadrantes dos ciclos econômicos.
O empobrecimento da economia brasileira foi agravado quando o senhor FHC e seus deputados novos-ricos aprovaram a lei 9249, isentando da alíquota do imposto de renda e da Contribuição Sobre Lucro Líquido (CSLL), as multibilionárias remessas de lucros.
Sem que as filiais alienígenas pagassem imposto algum, as remessas de lucros e seus penduricalhos se agigantaram. Da publicação da lei privilegiante em 1995, até 2014, as filiais remeteram em 19 anos, a bagatela de um trilhão, oitenta e cinco bilhões, setecentos e quatorze milhões, duzentos e oitenta e cinco mil e setecentos e quatorze dólares.
Sem a entrada dos dólares especulativos que eram a fonte mais opulenta de dólares; sem a entrada dos investimentos estrangeiros diretos (IDE) para aquisição desnacionalizante de empresas tupiniquins; com a balança comercial em déficit, o lastro de divisas baixou a seu volume morto, assim como o sistema Cantareira com o nível de suas águas.
Do Orçamento Oficial 2016, cerca de 80% da receita para custeio da máquina governamental e para o pagamento de 850 bilhões de reais de juros da dívida pública, estão sendo drenados da massa salarial de consumo e do imposto de renda descontado dos salários na fonte.
Os banqueiros e as filiais estrangeiras, apesar de extraírem o maior volume de lucro da economia nacional, não pagam nada de qualquer imposto e nadica de nada de contribuição para a Previdência Social.
Esse é o pais que nós construímos com nossa inocência neoliberal, para doá-lo aos banqueiros e às filiais forasteiras, em forma de dulcificado paraíso, enfeitado de belos jardins, sombreado por árvores verdejantes e servido por aconchegantes cachoeiras tórridas... Nada perturba esses chiquérrimos residentes..., nem o silêncio da noite, vez por outra desfeito pelo murmúrio do vento nas folhagens dos vegetais imponentes. Às vezes o telefone toca. É o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, indagando quantos milhões de dólares foram depositados para manter a fidelidade de 2/3 dos espertos deputados de caráter feito de miolo de pau-pra-toda-obra...
No entorno desse éden habitado por 1% da população, com açambarcamento anual de mais de 50% da renda líquida do país, estamos nós, prontos para defender a continuidade de todos os privilégios que ativam a prepotência corruptiva desses nobres senhores.
Mesmo cercados de miséria por todos os ângulos da sociedade nacional, nós classe-média queremos eleger um presidente que não mexa nos privilégios dos ricalhões que nós sevamos com nosso trabalho honesto. Para tranquilidade nossa, pretendemos reeleger um Congresso Legislativo igualzinho ao atual, que aprove as leis que os banqueiros ditarem. Nós desejamos ardentemente que o ditatorial deputado Eduardo Cunha seja sempre o presidente da fidelíssima Câmara dos Deputados.
Lula fez a economia do Brasil crescer até a enxerida taxa de 7,5% a.a, sem bulir nos justos privilégios do pessoal 1% da população. Agora nós classe-média estamos temerosos de que Lula queira fazer os banqueiros e as ricalhonas filiais ádvenas pagarem algum imposto, necessariamente para ajudar a desatolar a jamanta-Brasil. Esse temor leva-nos a rejeitarmos Lula como presidente e apelarmos pela volta de FHC, que foi o pajé da banqueirada com seu Proer multiplicador de riqueza.
Com o argumento de que muito dinheiro em poder dos ricos, conduziria ao crescimento arrogante da economia, através de investimentos maciços, derivados do entesouramento privado, os neoliberais, encastelados no Congresso Legislativo, premiaram os ricalhões da República com isenção total de impostos.
Por pura 'ideologia'... neoliberal, os parlamentares da esfera federal deram aos banqueiros, o prêmio-bomba! Revogaram o artigo 192 da Constituição que fixava um teto de 12% para a cobrança de juros anuais. Teve deputado que saiu com dois milhões de dólares, enfiados nos forros falsos do paleto, das calças, da camisa, das meias e por trás, pelos lados e por baixo da cueca. Alguém perguntou:
- O quê foi isso, deputado?!
- Fiquei com obesidade mórbida de uma hora para outra. Dê-me licença que eu tenho pressa de ir ao médico...
A Emenda Constitucional nº 40 de 2003, revogatória do artigo 192, liberou os banqueiros para cobrarem a taxa de juros ditada por sua ambição, com aplicação de juros sobre juros. Resultado: 58 milhões de devedores se tornaram insolventes.
Diante dessa inadimplência em massa e com a balança comercial em déficit crônico, juntamente com o balanço de pagamento em déficit vertical, os banqueiros travaram o crédito em dimensão nacional, decretando o princípio da recessão de 2015.
O receituário do neoliberalismo contraria frontalmente os princípios do modo social de produção capitalista. A resultante dessa atuação se exprime pela crise que atinge os países europeus, o Japão e em cheio, os Estados Unidos, onde estão radicados os Chefões do sistema financeiro internacional.
Os poucos países que não estão em crise interna, são os que adotaram o modo de produção capitalista integral, sem violação de quaisquer de seus princípios e com receituário keynesiano,. Ei-los: China, Cuba, Vietnam, Índia e mais alguns de menor importância econômica.
O keynesianismo prestigia a ação do Estado como copartícipe das forças produtivas na divisão fracionária do preço das mercadorias. Seu objetivo é alcançar o pleno emprego como último passo para o "Estado do Bem-estar Social". Exemplo do sucesso desse receituário keynesiano: os Estados escandinavos: Noruega, Suécia, Finlândia e Dinamarca, como também a China, situada na Ásia.
O neoliberalismo ressalta a liberdade total do mercado, sem qualquer interferência do Estado. Pela ideologia neoliberal, a mão invisível do mercado resolverá as crises da economia, sem necessidade da presença do Estado.
Os monopólios e os oligopólios se hipertrofiaram ao extremo durante o domínio do neoliberalismo, que começou em 1980 e ainda está vigente em 2016, embora se encontre nas vascas da morte...
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
MINHA MÃE DIZIA AOS FILHOS...
por Langstein de Almeida Amorim
A fé no sobrenatural decorre de um arquivo introduzido no cérebro da criança entre 4 e 6 anos de idade. Se uma criança é criada num ambiente em que a fé inoculada é em sua própria força de vontade, ela será agnóstica, só crerá no ente que puder ser tocado, ou ser comprovado pela ciência.
Minha mãe dizia aos filhos:
- Creiam na força de vontade mobilizada pela energia cerebral de cada um de vocês. Não combatam o Deus das pessoas que precisam dessa entidade metafísica para curar suas dores morais.
Os quatro primeiros filhos de 7, sussurraram em uníssono:
- Tá certo, mãe!
Com a mão sobre a cabeça de um dos 4 filhos, ela pregava:
- Essa cabecinha que levou bilhões de anos para pensar, será a solução de todos os problemas que vocês vão enfrentar em sociedade. É só usar a força de vontade para inocular nesse poronguinho de ouro, o saber indispensável ao exercício vitorioso da profissão.
Enquanto servia o lanche de pão com doce de goiaba e queijo de coalho, mamãe ia lecionando:
- Não falem mal das religiões. Elas são socialmente necessárias para socorrer as pessoas vitimadas por dor moral profunda, expressa na perda de um filho, de um ente querido, de um bom amigo...
- E é assim, mãe! - exclamou um dos 4 prelecionados.
- As religiões - prossegui mamãe -, além de oferecer a salvação da alma, ainda desempenham uma função nobre da maior importância. A "missa de corpo presente" rezada pela Igreja Católica e a "recomendação do corpo'", pelos outras religiões, diferenciam a morte do ser humano da morte de um animal.
- Como assim, mãe! - indagou uma das meninas.
- Nós, seres racionais, não aceitamos dispensar o ato social de "recomendação do corpo" de nosso ente querido... - reafirmou mamãe.
Com os olhos negros brilhantes, num rosto de mulher excessivamente bonita, ela advertia:
- Não discutam com ninguém sobre a existência ou não de um Deus, e muito menos sobre a qualidade das religiões. Esse assunto é apaixonante e fanatizante. Milhões já se mataram reciprocamente, pelejando para provar o improvável - encerrou a preleção, com os 4 filhos abraçados a suas pernas.
Esses dizeres de mamãe, seus sete filhos cumprem-nos à risca...
por Langstein de Almeida Amorim
A fé no sobrenatural decorre de um arquivo introduzido no cérebro da criança entre 4 e 6 anos de idade. Se uma criança é criada num ambiente em que a fé inoculada é em sua própria força de vontade, ela será agnóstica, só crerá no ente que puder ser tocado, ou ser comprovado pela ciência.
Minha mãe dizia aos filhos:
- Creiam na força de vontade mobilizada pela energia cerebral de cada um de vocês. Não combatam o Deus das pessoas que precisam dessa entidade metafísica para curar suas dores morais.
Os quatro primeiros filhos de 7, sussurraram em uníssono:
- Tá certo, mãe!
Com a mão sobre a cabeça de um dos 4 filhos, ela pregava:
- Essa cabecinha que levou bilhões de anos para pensar, será a solução de todos os problemas que vocês vão enfrentar em sociedade. É só usar a força de vontade para inocular nesse poronguinho de ouro, o saber indispensável ao exercício vitorioso da profissão.
Enquanto servia o lanche de pão com doce de goiaba e queijo de coalho, mamãe ia lecionando:
- Não falem mal das religiões. Elas são socialmente necessárias para socorrer as pessoas vitimadas por dor moral profunda, expressa na perda de um filho, de um ente querido, de um bom amigo...
- E é assim, mãe! - exclamou um dos 4 prelecionados.
- As religiões - prossegui mamãe -, além de oferecer a salvação da alma, ainda desempenham uma função nobre da maior importância. A "missa de corpo presente" rezada pela Igreja Católica e a "recomendação do corpo'", pelos outras religiões, diferenciam a morte do ser humano da morte de um animal.
- Como assim, mãe! - indagou uma das meninas.
- Nós, seres racionais, não aceitamos dispensar o ato social de "recomendação do corpo" de nosso ente querido... - reafirmou mamãe.
Com os olhos negros brilhantes, num rosto de mulher excessivamente bonita, ela advertia:
- Não discutam com ninguém sobre a existência ou não de um Deus, e muito menos sobre a qualidade das religiões. Esse assunto é apaixonante e fanatizante. Milhões já se mataram reciprocamente, pelejando para provar o improvável - encerrou a preleção, com os 4 filhos abraçados a suas pernas.
Esses dizeres de mamãe, seus sete filhos cumprem-nos à risca...
APLAUSOS À SENHORA MÃE DE LULA POR TER INOCULADO EM SEUS FILHOS A VIRTUDE DA HONESTIDADE.
por Langstein de Almeida Amorim
Lula foi e está sendo investigado à exaustão. Nada de desonesto foi encontrado. Quem não foi desonesto, não sê-lo-á no futuro. O caráter não muda.
Eu que suspeitava da desonestidade relativa de Lula, agora creio em sua honestidade absoluta no manuseio do dinheiro público.
Qual presidente da ditadura até Lula, excetuado Itamar Franco, suportaria 10% do tempo de investigação dedicado ao passado político de Lula?
FHC seria indiciado logo que fosse devassada sua negociata com o Banco Nacional, de propriedade do sogro de seu filho. Se esse ilustre cidadão tivesse o mínimo de respeito a seu próprio 'eu', julgar-se-ia suspeito para negociar com um contra parente, tendo o dinheiro público como solução.
A senhora mãe de Lula merece aplausos intensos por ter incutido em seus filhos a virtude da honestidade. Todos os irmãos de Lula são pobres, mas são honestos...
É admirável que uma senhora, camponesa no interior do Nordeste, tenha tido a sabedoria de infundir nos filhos, a tábua de salvação da honestidade.
Se a Operação Zelotes indiciar Lula com base apenas em suspeitas, unicamente para excluí-lo da disputa presidencial de 2018, esse ato processual teria sido praticado também com o fito de violentar a credibilidade altíssima do Poder Judiciário. Seria o caso de o Supremo determinar uma investigação administrativa sigilosa, sobre o patrimônio dos componentes da Zelotes.
Se a Operação Zelotes for presidida por magistrado do quilate moral de Sua Excelência Sérgio Moro, todo pensamento exposto no parágrafo anterior, sofrerá a ação automática da revogação. Aí o dito ficaria pelo não dito!
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
DEPRESSÃO BR IMPOSSÍVEL DE SER RESOLVIDA PELO FUNDAMENTALISMO DE MERCADO DO NEOLIBERALISMO...
por Langstein de Almeida Amorim
Prezado Raphael Botta:
A crise da economia Br é estrutural. Não é conjuntural como foram as crises de 1974, 1978, 1982, as dos planos Cruzado e Collor, a do real em 1998/99 e a de 2009.
Essas crises todas foram provocadas pelo esgotamento episódico das reservas cambiais, necessárias à sustentação das violentas remessas de lucros com seus penduricalhos fraudulentos.
O ditador em 1964, publicou o Decreto-lei 4390, escancarando as remessas de lucros das filiais estrangeiras, à porcentagem máxima de 100%. O governo anterior, deposto pelos generais vitoriosos, só admitia o teto de 8% sobre o capital realmente investido. Se o capital investido fosse devolvido à matriz, cessava qualquer porcentagem de remessa de lucro. A filial ficaria distribuindo dividendos a seus acionistas em moeda nacional, que fariam dessa renda aquilo que melhor lhes aprouvesse...
Todo cuidado do governo deposto era carrear o saldo da balança comercial para o fortalecimento do modo de produção capitalista nacional. Essa meta foi alcançada. De 1930 a 1963, o capitalismo implantado por Getúlio Vargas, cresceu à taxa de 5,5%, mesmo que tenha sido forçado a enfrentar até 1939, os efeitos colaterais da Grande Depressão de 1929. Durante esse período de 33 anos, não houve uma só crise na economia Br, dominada pelo modo de produção capitalista soberano cuja soberania lhe foi concedida pelo Estado brasileiro.
Nesse período, a economia Br fabricava automóvel, caminhão e navio com o minério extraído da Vale do Rio Doce e industrializado pela Siderúrgica Nacional de Volta Redonda.
Até 1963, a economia brasileira, dominada pelo modo de produção capitalista nacional, era mais desenvolvida do que a chinesa.
O superávit da balança comercial teria sido extremamente importante para a evolução tecnológica do modo de produção capitalista nacional. É pela porta da balança comercial que entra a poupança externa, indispensável à importação de máquinas e equipamentos não fabricados no território econômico do Brasil.
De 1964 até o corrente ano de 2016, todo superávit da balança comercial Br foi bombeado para engrossar a caudal das remessas de lucros, juntamente com os dólares do investimento direto estrangeiro e com os dólares das aplicações especulativas em títulos da dívida pública.
Pelo que foi exposto acima, entende-se que três tubulações carreavam dólares para sustentação das remessas de lucros das filiais estrangeiras, com matrizes sediadas em vários países.
A tubulação que sugava dólares das aplicações estrangeiras em títulos da dívida pública, para empurrá-los para a caudal das remessas de lucros, tornou-se inútil. Por essa tubulação atualmente só passa a ventania má da depressão da econômica interna. A dívida pública tornou-se impagável, conforme sinalizaram as Agências de Risco internacionais, através de suas notas de rebaixamento.
A tubulação que hauria os dólares do (IDE), investimento direto estrangeiro, para transportá-los até a caudal das remessas de lucros, estão sem nenhuma serventia por inexistência de divisas estrangeiras.
A tubulação que drenava os dólares do superávit da balança comercial para o mar de dólares das remessas de lucros, está selada e sem utilidade. Os dólares de seu superávit dão muito mal para os custeios dos compromissos internacionais do governo.
O modo de produção de remessa de lucros, criado com a publicação do Decreto ditatorial de nº 4390, está totalmente esgotado. Em decorrência dessa conclusão, as filiais estrangeiras reduziram drasticamente sua produção e elevaram muito acima da inflação de 10%, os preços de seus produtos. Elas estão cartelizadas desde a ditadura-militar, para ditar os preços mais convenientes ao abocanhamento do maior pedaço da massa salarial de consumo.
Esse esgotamento do modelo remessa de lucros é irrecuperável, evidentemente porque depende de fatores externos fora do alcance da vontade política do governo.
Os juros estratosféricos cobrados das micros, pequenas e médias empresas, que adotavam o submisso e raquítico capitalismo brasileiro, arrastaram milhares delas à quebradeira.
Os juros de cangaceiro em fuga, tornaram insolventes 58 milhões de brasileiros.
A depressão econômica brasileira perdurará o tempo em que permanecerem atuantes as duas grandes sangrias do sistema econômico brasileiro: remessão de lucros e juros confiscantes, que subtraíram bilhões e mais bilhões de reais da produção e do consumo para os cofres dos banqueiros após a conversão cambial.
De todos os países em crise econômica, a crise do Brasil é a mais profunda, a mais severa e de solução impossível pelos atuais ditames do neoliberalismo, introduzidos pelos generais quando dominaram o Estado brasileiro, a serviço sujo de potência estrangeira...
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
Bloglangstein: UM DIA..., O EDIFÍCIO DO MANDONISMO FINANCEIRO E D...
Bloglangstein: UM DIA..., O EDIFÍCIO DO MANDONISMO FINANCEIRO E D...: UM DIA..., O EDIFÍCIO DO MANDONISMO FINANCEIRO E DA VELHA CORRUPÇÃO, RUIRÁ... por Langstein de Almeida Amorim Nobre amigo Hermano Gomes...
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
COM SÉRGIO MORO E OS PROCURADORES DA FORÇA TAREFA, FOI-SE O TEMPO DA IMPUNIDADE DOS RICALHÕES.
COM SÉRGIO MORO E OS PROCURADORES DA FORÇA TAREFA, FOI-SE O TEMPO DA IMPUNIDADE DOS RICALHÕES!
Senhor Pedro Braga:
O imparcialíssimo juiz Sérgio Moro não tem face oculta. Ele é um cérebro superior que sabe interpretar a lei e aplicá-la conforme a robustez das provas.
O caráter probo do doutor Sérgio Moro não admite que ele faça o jogo de quaisquer das facções políticas: PT, PSDB E PMDB, que arrastaram a economia do Brasil para o atoleiro profundo.
A esse respeitável magistrado, não interessa se o acusado pertence a uma dessas siglas que deram sustentação jurídica ao modo de produção de transferência de lucros, apelidado de modo de produção bomba-de-sucção, e nem se o réu foi cumpincha dos banqueiros que esfolaram 58 milhões de brasileiros com seus juros de ladrão-de-cavalo.
Nos interrogatórios dos réus, os procuradores da Lava Jato nunca perguntaram a que partido os investigados pertenciam.
Se houver prova robusta encravada na realidade concreta, tanto Lula quanto FHC irão para a cadeia.
Com a incorruptível Força Tarefa e com o insigne juiz Sérgio Moro, foi-se o tempo da impunidade dos ricalhões...!
A luz candente da coragem moral de doutor Sérgio Moro não precisa de mais intensidade com a prisão sem causa de Lula ou de FHC. Este senhor Proer que se lambuzou todo por ter destruído as últimas obras da era Vargas, foi acusado de permitir que seu grupo palaciano se apropriasse de 100 milhões de dólares pela compra de petrolífera argentina pela Petrobrás.
A denúncia mostrou o caminho. Dagora em diante é procurar as provas do envolvimento de FHC nesse festival de corrupção. Se as provas não forem encontradas para corroborar a denúncia do delator premiado, a Operação Lava Jato não terá nada a ver com o extremado 'fundamentalismo de mercado' do senhor FHC.
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