AS FORÇAS NAZIFASCISTAS QUE MATARAM GETÚLIO, SÃO AS MESMAS QUE PRETENDEM DESTRUIR A LIDERANÇA DE LULA.
por Langstein de Almeida Amorim
Prezado Edro:
Exporei para o nobre cidadão apenas, o miolo econômico que ensejou a Revolução de 30.
A Inglaterra, através de seu embaixador, pressionava D. Pedro II pelo fim do modo de produção escravista e pela adoção do capitalismo liberal que já existia na Inglaterra. Em 1889, proclamava-se a República do Brasil, alicerçada no modo de produção feudal. Os barões do café e os coronéis do algodão, do cacau e da cana-de-açúcar rejeitaram o modo capitalista, razão pela qual fora adotado pelo Estado republicano, o modo de produção feudal, semelhante ao escravagismo. A diferença entre esses dois modelos de produção, encontra-se no seguinte detalhe. No escravagismo, o trabalhador era uma coisa pertencente ao patrão, que podia vendê-lo a qualquer momento. No feudalismo, o trabalhador era uma coisa ligada à terra. O senhor feudal só podia vendê-lo se vendesse a terra.
Durante 41 anos, o Brasil foi dominado política e economicamente pelos barões do café que contavam com a solidariedade eleitoral dos coronéis do interior do país. Só eram eleitos a bico de pena, os candidatos da preferência dos senhores feudais.
Antes de 1930, houve movimentos armados pela implantação do capitalismo, que já abarcava quase todos os países da América Latina. Houve a Coluna Prestes que percorreu algumas partes do país, pregando a derrubada do modo de produção feudal. Os 18 do Forte foi um levante militar pela queda do feudalismo. A revolta de 1924 foi um movimento que provocou muitos estragos no poder dos governos estaduais feudais.
Em 1929, a vez de apresentar um candidato à presidência do Brasil, era de Minas Gerais. Washington Luiz que era presidente indicado por São Paulo, quebrou a tradição e apresentou Julio Prestes, um candidato também de São Paulo.
São Paulo quebrou a tradição dos candidatos café-com-leite, e apresentou um do mesmo estado, unicamente por interesse econômico.
A Grande Depressão Econômica de 1929 reduziu em cerca de 40% o preço da saca de café em grão. O governo federal, em conchavo com os barões do cafe, entramelado de pesada corrupção, continuava pagando a saca de café pelo preço anterior ao da crise de 29.
Essa conduta levou à concentração da renda e a redução da participação dos estados no monte arrecadado pela União. A miséria cresceu juntamente com a indignação da classe-média.
Getúlio Vargas era o governador do Rio Grande do Sul. Como um antigo militante político pela queda da governo feudal, fez acordo com o governador de Minas. Nesse ínterim, João Pessoa, governador da Paraíba, disse 'nego' ao apoio à candidatura de Júlio Prestes.
João Pessoa já combatia na Paraíba, os feudos dos coronéis do algodão. João Dantas cobrava pedágio de quem passasse por suas terras. João Pessoa decretou o fim dos pedágios em terra particulares. João Dantas foi ao extremo do ódio, e num dia de 1930, assassinou João Pessoa na saída do restaurante Leite no Recife.
Em João Pessoa, a multidão revoltada, invadiu a cadeia pública e transformou João Dantas numa poça de sangue. Todos seus bens foram incinerados, inclusive os dos coronéis do algodão que o apoiavam.
Na Revolução de 30, os paraibanos foram brilhantes, atuando em Pernambuco e no Rio Grande do Norte.
No Rio Grande do Sul, Getúlio Vargas convocava quem desejasse espontaneamente se engajar na luta pela implantação do novo regime, chamado na Inglaterra, de modo social de produção capitalista.
Milhares se apresentaram. Cerca de alguns milhares foram escolhidos, treinados e armados. No dia D, Getúlio, à frente de um forte contingente militar, embarcou de trem sobre o governador de São Paulo.
Com o apoio de multidões que vinham aplaudir a passagem do trem, Getúlio entregou a Osvaldo Aranha a missão de conquistar o governo de São Paulo. Comandando outra tropa militar, Getúlio chegou à estação de trem do Rio e foi recebido pela multidão frenética que o conduziu nos braços até o Palácio do Catete. O presidente Washington Luiz havia fugido.
Na presença de todos os companheiros revolucionários, Getúlio Vargas tomou posse em 3 de outubro, no Palácio do Catete no Rio de Janeiro.
Seu primeiro ato foi derrogar todas as leis que garantiam o funcionamento do modo de produção feudal. Seu segundo ato, foi declarar o modo social de produção capitalista como a base de produção do Estado brasileiro.
No decurso de um governo excessivamente honesto, viera o Código de Leis Trabalhistas; o voto secreto e o direito de voto às mulheres; o conchavo com o governo estadunidense para implantação da base aérea de Natal, no Rio Grande do Norte, em troca de empréstimo a longo prazo e ajuda técnica, para inaugurar a Vale do Rio Doce e a Usina de Aço de Vota Redonda.
Mesmo enfrentando a Grande Depressão de 29, o capitalismo integral, no governo Vargas, cresceu à taxa média de 5%, durante 20 anos, sem que houvesse uma só crise econômica. Todo lucro das forças produtivas era para reinvestimento na produção. Os bancos não podiam cobrar mais de 3% ao ano, para investimento na produção, e mais de 6% ao ano para o consumo.
Getúlio foi levado ao suicídio pelas mesmas forças nazifascistas que hoje caçam por todos os meios cínicos, a menor brecha possível, para colar na biografia de Lula, a mancha do Ficha Suja. Lula é tão honesto quanto o foi Getúlio Vargas. Como administrador, Getúlio foi maior do que Lula, necessariamente por que governou 20 anos e Lula, somente 8.
Muitas outras obras, o prezado companheiro vai encontrar no Google, com o link: O Governo de Getúlio Vargas.
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